MediaTalks em UOL

Uma noite de tochas e luzes para celebrar o Jubileu da rainha Elizabeth, veja imagens

Rainha elizabeth jubileu tocha beacon realeza monarquia

Elizabeth II abre a cerimônia Queen's Jubilee Beacons (divulgação Palácio de Buckingham) e escoteiras acendem tochas em homenagem à rainha (via Twitter Scouts)

Londres – Depois de aparecer em público três vezes no primeiro dia da celebração de seu Jubileu de Platina, um desconforto sentido após os eventos tirou a rainha Elizabeth de um dos pontos altos da programação, uma missa na catedral de Saint Paul realizada na manhã desta sexta-feira (3) em Londres.

Mas em sua última aparição na noite de quinta-feira, a monarca de 96 anos inaugurou um espetáculo de luzes, o Queen’s Platinum Jubilee Beacons, que se estendeu por todo o Reino Unido e até por países da Commonwealth, alguns deles inclinados a deixar de ter um monarca britânico como chefe de estado. 

Foi mais um golaço de relações públicas do Palácio de Buckingham, com as imagens tomando conta das redes sociais e da programação noturna das TVs, além do engajamento de governos de países da comunidade. 

Luzes do Jubileu desde o século 19

A tradição foi iniciada no século 19, quando faróis ou tochas inicialmente utilizados como instrumento de comunicação foram adotados para marcar datas especiais. 

Em 1897, tochas foram acesas para celebrar o Jubileu de Diamante da Rainha Vitória. A rainha Elizabeth já teve sua festa de luzes três vezes, nos Jubileus de Prata, Ouro e Diamante em 1977, 2002 e 2012, bem como seu 90º aniversário em 2016.

A partida da cerimônia dos faróis em comemoração ao Jubileu de Platina foi dada por Elizabeth II no Palácio de Windsor, sua residência principal, para onde ela seguiu depois de assistir ao desfile militar e ao show aéreo Tropping the Colour da sacada do Palácio de Buckingham. 

Ao anoitecer da quinta-feira, ela tocou em um globo representando as nações da Commonwealth, enviando simbolicamente uma corrente de luzes do Castelo de Windsor ao Palácio de Buckingham, onde lâmpadas em uma instalação em forma de árvore foram acesas ao mesmo tempo. 

A “Árvore das Árvores” foi projetada por Thomas Heatherwick, com a intenção de representar o compromisso da família real com as causas ambientais e a iniciativa de plantio de árvores nas terras de propriedade da monarquia, motivo de críticas de ambientalistas.

Membros da família real participaram das principais cerimônias de iluminação em Windsor e Londres, onde o vencedor do Grammy Gregory Porter cantou a música da cerimônia dos “Beacons, ‘A Life Lived with Grace’ (uma vida vivida com graça), assistido pelo príncipe William. 

Jubileu rainha Elizabeth monarquia britânica realeza
Príncipe William e Gregory Porter (divulgação The Royal Family)

A fachada do Palácio de Buckingham também foi iluminada com projeções da rainha em vários momentos de seu reinado. 

Foto: divulgação The Royal Family

Em 1935, a cerimônia dos faróis para marcar o Jubileu de Prata do rei George V foi menos tecnológica. 

Também não havia redes sociais na época, e não se sabe quantas pessoas acenderam tochas ao mesmo tempo. Este ano foi diferente.

Luzes semelhantes foram acesas em vários locais públicos e privados, incluindo famílias que se reuniram para fazer sua própria homenagem. O Palácio de Buckingham publicou um guia orientando as pessoas que desejassem fazer sua comemoração e alertando para evitar riscos de incêndio. 

A estimativa do Palácio de Buckingham é de que mais de 3,5 mil tochas tenham sido acesas. Veja alguns deles, feitos por organizações e pelos súditos entusiasmados com as festas do Jubileu da rainha Elizabeth. 

O Jubileu da rainha na Commonwealth 

Embora alguns países que já foram colônias estejam ensaiando movimentos para deixar de ter a rainha como chefe de estado, o que deve ser acelerado depois de sua morte, nesses quatro dias o clima é de mais paz do que guerra. Governos divulgaram oficialmente imagens das tochas acesas. 

A organização The Queen’s Commonwealth Trust divulgou imagens de fogueiras em alguns dos países que fazem parte da comunidade, como as ilhas Nauru, Fiji, Samoa, a Tanzânia e a Nova Zelândia, em uma tentativa de demonstrar o apreço do povo pela Rainha Elizabeth. 

Ilhas Samoa (foto:The Queen’s Commonwealth Trust, via Twitter)
foto:The Queen’s Commonwealth Trust, via Twitter
foto:The Queen’s Commonwealth Trust, via Twitter
Leia também

Competência e princípios morais: as lições de imagem da rainha Elizabeth para corporações e celebridades

Sair da versão mobile