“Eu me tornei um meme”, declarou Elon Musk na Conferência da Ação Política Conservadora de 2025, logo após erguer uma motosserra – um presente do presidente da Argentina, Javier Milei.
O bilionário da tecnologia e chefe do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE) do presidente Donald Trump estava correto. Em poucas horas, imagens do gesto se espalharam pelas mídias sociais, gerando inúmeras edições, remixes humorísticos e comentários afiados.
Este momento foi mais do que apenas um espetáculo. Ele exemplificou como, em uma era digital onde a batalha pela atenção é primordial, os memes são uma parte fundamental da conversa política.
Embora os memes possam parecer puramente divertidos, a pesquisa que fiz confirma que sua influência é mais profunda, pois eles podem moldar e intensificar visões e atitudes políticas de maneiras significativas.
O poder dos memes: simplificação e comunicação visual
Eles contam com modelos visuais estabelecidos, que eliminam a necessidade de longas explicações e comunicam ao espectador como ele deve pensar sobre o assunto do meme.
O do namorado distraído (em que um homem olha por cima do ombro para uma mulher atraente para o aborrecimento de sua namorada) é um exemplo perfeito.
Ele comunica sucintamente a experiência universal de ser atraído por uma opção enquanto negligencia outra – aplicável a tudo, desde preferências do consumidor até lealdades políticas.
No entanto, essa simplificação pode rapidamente se tornar problemática quando os memes retratam visões distorcidas ou enganosas da realidade. Eles têm o poder de transmitir ideias perigosas, disfarçadas de humor, o que as torna mais fáceis de aceitar.
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