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Fotografia documental

Brasileiro é reconhecido em Londres com série de fotos retratando comércio familiar em Curitiba

André Tezza documentou a arquitetura dos prédios modestos que unem comércio e moradia na mesma estrutura

Fachada do mercado Marielen em Curitiba. A imagem é finalista do concurso de fotografia da Sony

© André Tezza, Brasil, Finalista, Concurso Profissional, Arquitetura e Design, Sony World Photography Awards 2026




O fotógrafo brasileiro André Tezza está entre os destaques da etapa profissional América Latina do concurso de fotografia Sony World Photography Awards 2026, anunciados nesta terça-feira (17) em Londres.

Ele ficou em terceiro lugar com uma série retratando a arquitetura do comércio familiar de Curitiba. O primeiro lugar ficou com o mexicano Citlali Fabián (Mexico) por sua série Bilha, combinando retratos e ilustrações digitais para dar vida às histórias de mulheres inspiradoras no sul do México.

Mulher nativa do México

O júri do Sony World Photography Awards escolheu este ano 30 finalistas entre mais de 430 mil imagens enviadas por concorrentes de mais de 200 países e territórios. Conheça o trabalho de Tezza e dos que disputam com ele o prêmio de melhor série de arquitetura feita por fotógrafos profissionais, a serem anunciados em abril.

Arquitetura & Design | André Tezza, Brasil

Andre Tezza é fotógrafo e ex-professor universitário baseado em Curitiba. Ele tem mestrado em Filosofia e doutorado em Ciências da Comunicação, e ensinou fotografia em publicidade, jornalismo e design. Seu trabalho foi anteriormente premiado com o segundo lugar no Sony World Photography Awards 2025

O projeto destacado pelo júri documenta pequenas mercearias de bairro nos arredores da capital paranaense. Essas estruturas modestas formam uma arquitetura de resistência que persiste mesmo quando grandes cadeias de varejo remodelam a cidade.

“Frequentemente administradas por famílias e ligadas a espaços domésticos, as lojas unem trabalho, memória e moradia em um único edifício. Esta série reflete a crença de que a beleza arquitetônica existe em lugares comuns e despercebidos”, explica Tezza.

Um dos exemplos é a loja e mercado Marielen, batizada em homenagem a uma das filhas do proprietário. É um negócio familiar localizado em Campo Largo, no mesmo prédio onde a família mora.

Fachada do mercado Marielen em Curitiba. A imagem é finalista do concurso de fotografia da Sony
© André Tezza, Brasil, Finalista, Concurso Profissional, Arquitetura e Design, Sony World Photography Awards 2026

Este outro pequeno mercado de bairro chamado Safira também fica em Campo Largo e está inserido no urbano periférico, refletindo a arquitetura  moldada pelo comércio local e pela vida comunitária.

Fachada do mercado Safir em Curitiba. A foto é finalista no Sony World Photography Awards
© André Tezza, Brasil, Finalista, Concurso Profissional, Arquitetura e Design, Sony World Photography Awards 2026

Os outros finalistas da categoria Arquitetura  

Uma série feita na China e outra em Bangladesh concorrem com o trabalho de André Tezza na categoria internacional Arquitetura do Sony World Photography Awards 2026.

Torres de vigia chinesas, por Chen Liang, China

Muitas das torres de vigia em Jiangmen, na província de Guangdong, China, foram construídas durante o período da República da China (1912-1949) como refúgios públicos e fortalezas defensivas.  A foto mostra a torre de vigia Jin Hong, construída em Kaiping em 1890.

Torre de vigia Jin Hong, construída em Kaiping em 1890.
© Chen Liang, China Continental, Finalista, Competição Profissional, Arquitetura e Design, Sony World Photography Awards 2026

A maioria das torres foi construída por chineses que viviam no exterior e retornaram às suas cidades natais, ou que arrecadaram fundos para construí-las no campo, resultando em uma forma arquitetônica única que combina influências chinesas e ocidentais.

A imagem retrata a torre de vigia de Yuqing, construída em Jiangmen em 1922 por um homem chamado He, que retornou à China após uma temporada no exterior.

Torre de vigia de Yuqing, construída em Jiangmen em 1922
© Chen Liang, China Continental, Finalista, Competição Profissional, Arquitetura e Design, Sony World Photography Awards 2026

Em 2007, as Torres de Vigia de Kaiping e as aldeias de Guangdong foram oficialmente declaradas Patrimônio Mundial da UNESCO.

Casas de Haor, por Joy Saha, Bangladesh

A série ‘Casas de Haor’ documenta a arquitetura vernacular de Ashtagram, Kishoreganj, na região de Haor, em Bangladesh. As casas são construídas sobre montes naturais que se tornam ilhas durante a monção, cercadas pelas águas das cheias sazonais, e os barcos se tornam o principal meio de transporte.

A imagem ‘Layout de uma propriedade rural elevada’ mostra as estruturas, animais e pequenas áreas de jardim projetadas para parecerem funcionais durante as cheias das monções.

A imagem mostra as estruturas, animais e pequenas áreas de jardim projetadas para parecerem funcionais durante as cheias das monções em Bangladesh
© Joy Saha, Bangladesh, Finalista, Competição Profissional, Arquitetura e Design, Sony World Photography Awards 2026

Já a foto ‘Fazenda isolada na ilha’ retrata um assentamento, semelhante a uma ilha, com casas e animais. O monte naturalmente elevado fica acima das águas de inundação da monção.

A foto retrata um assentamento, semelhante a uma ilha, com casas e animais em Bangladesh
© Joy Saha, Bangladesh, Finalista, Competição Profissional, Arquitetura e Design, Sony World Photography Awards 2026

Vistas de cima, as construções formam padrões distintos, moldados pela elevação, pela água e pela função. Estradas elevadas, moradias agrupadas e espaços para animais cuidadosamente organizados revelam como as comunidades rurais projetam e adaptam seu ambiente construído a uma paisagem definida pela água.

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