O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio confirmou que a jornalista americana Shelly Kittleson, sequestrada em Bagdá no fim de março pelo grupo Kataib Hezbollah, foi libertada.
Em nota emitida na noite de terça-feira (8) depois que notícias sobre a soltura começaram a circular na mídia internacional, Rubio afirmou que ela está livre e que autoridades americanas trabalham para apoiar sua saída segura do Iraque.
Nenhuma imagem ou declaração da jornalista foi divulgada. Ela estaria em Bagdá.
Em uma postagem no Telegram, o Kataib Hezbollah disse que a decisão foi tomada em “apreço” ao primeiro-ministro iraquiano Mohammed Shia al-Sudani, com a condição de que a jornalista deixasse o Iraque imediatamente.
Como foi o sequestro da jornalista
Kittleson, uma jornalista freelancer com vasta experiência em cobertura de conflitos no Oriente Médio, foi sequestrada em 31 de março em uma área central de Bagdá.
Imagens de câmera de vigilância mostraram o momento em que ela foi forçada a entrar em um carro por homens armados. O caso mobilizou autoridades iraquianas e americanas ao longo dos dias seguintes, até o anúncio da libertação.
Ela havia sido alertada previamente pelo governo dos EUA sobre ameaças à sua segurança, mas não as considerou reais.
Especulações e versões sobre as circunstâncias da libertação da jornalista não foram comentadas oficialmente nem pelos EUA, nem pelo Iraque.
I am pleased to announce the release of American journalist Shelly Kittleson, who was recently kidnapped by members of the foreign terrorist organization Kata’ib Hizballah near Baghdad, Iraq.
The U.S. Department of State extends its appreciation to the Federal Bureau of…
— Secretary Marco Rubio (@SecRubio) April 8, 2026
A mídia internacional aponta para uma negociação com mediação iraquiana e possível liberação de presos ligados à Kataib Hezbollah, mas não há confirmação.
Quem é a jornalista libertada no Iraque
Shelly Kittleson é uma jornalista freelancer americana especializada em Oriente Médio, guerra, segurança e política regional.
Baseada em Roma, ela colaborou ao longo da carreira com veículos conhecidos como Al-Monitor, Politico, BBC, New Lines Magazine, Al Majalla e o jornal italiano Il Foglio.
Com trajetória ligada à cobertura internacional em áreas de conflito, Kittleson trabalhou durante anos em países como Iraque e Síria e construiu uma carreira voltada a reportagens de campo sobre crises e disputas políticas na região.
Trabalho independente ampliava a exposição ao risco
Kittleson atuava de forma independente, sem a estrutura permanente de proteção normalmente oferecida por grandes organizações de imprensa. Em coberturas em zonas de conflito, esse modelo de trabalho costuma ampliar a exposição a riscos logísticos e de segurança.
A rotina de um freelancer em áreas de guerra envolve deslocamentos com menos apoio operacional, menos recursos de proteção e menor respaldo institucional em campo.
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