A cantora Ariana Grande usou o próprio espaço de comentários da conta da Casa Branca no TikTok para contestar o uso de “Bye”, música de seu álbum Eternal Sunshine, em um vídeo sobre ações migratórias do governo Trump.
A publicação feita nesta semana mostrava agentes do ICE (Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos) em operações de detenção, com a palavra “bye” (“tchau”) ironizando a saída forçada de imigrantes dos Estados Unidos.
@whitehouseBye-bye 👋 President Trump has delivered the most secure border in history♬ original sound – The White House
“Por favor, nunca usem minha música em relação a esse absurdo bárbaro, desumano e cruel”, escreveu a cantora, finalizando com um palavrão contra o ICE.

Depois da reação, a música deixou de estar disponível no vídeo. O comentário da cantora também deixou de aparecer na publicação, embora uma fonte próxima a Ariana tenha dito ao jornal Daily Beast que ela não o apagou.
A Casa Branca respondeu por meio de Abigail Jackson, porta-voz do governo, que defendeu o conteúdo e associou a política migratória de Trump ao combate a crimes cometidos por imigrantes sem documentação.
Ariana Grande se soma a outros artistas que contestaram Trump
O caso de Ariana Grande é mais um em uma série de reações de artistas ao uso de suas músicas por Trump, sua campanha ou a comunicação oficial da Casa Branca.
Em dezembro de 2025, Sabrina Carpenter criticou a Casa Branca depois que sua música “Juno” foi usada em um vídeo com imagens de ações migratórias.
A cantora afirmou que não queria sua obra associada à agenda do governo. A Casa Branca também respondeu ao caso, mantendo a defesa das deportações. :contentReference[oaicite:1]{index=1}
Em março de 2025, a banda Semisonic condenou o uso de “Closing Time” em um vídeo da Casa Branca sobre deportações.
O grupo afirmou que o governo havia distorcido o sentido da canção, originalmente associada a ideias de encerramento, mudança e possibilidade.
Musicas também usadas na campanha de Trump sem autorização
Durante a campanha presidencial de 2024, Céline Dion também repudiou o uso de “My Heart Will Go On” em um comício de Trump em Montana. A equipe da cantora e a Sony Music Canada disseram que o uso não havia sido autorizado e que Dion não endossava a campanha.
No mesmo ano, o grupo ABBA pediu que a campanha de Trump parasse de usar suas músicas e vídeos em eventos políticos. Entre as faixas citadas estavam “Money, Money, Money”, “The Winner Takes It All” e “Dancing Queen”.
Outro caso chegou à Justiça. A família e o espólio de Isaac Hayes processaram a campanha de Trump pelo uso de “Hold On, I’m Comin’”, composição de Hayes e David Porter. Em setembro de 2024, uma decisão judicial impediu temporariamente a campanha de executar a música em eventos futuros.
Beyoncé também entrou na lista de artistas que reagiram ao uso de músicas em contexto político.
Em 2024, representantes da cantora enviaram uma notificação à campanha de Trump após um vídeo publicado por um porta-voz republicano usar “Freedom”, faixa autorizada naquele ano para a campanha de Kamala Harris.
Artistas contra Trump
A controvérsia envolvendo Ariana Grande acontece em meio a uma aproximação cada vez maior entre artistas e movimentos de oposição a Trump.
Neste domingo (14), data que marca o início das comemorações dos 250 anos dos Estados Unidos, a atriz e ativista Jane Fonda comandará em Nova York o evento “Rise Up, Sing Out”, com participações de Bette Midler, Patti Smith, Rufus Wainwright e Julia Roberts.
Organizado pelo Committee for the First Amendment em parceria com os movimentos Indivisible e No Kings, o espetáculo foi anunciado como uma celebração da liberdade de expressão e um contraponto às festividades promovidas pela Casa Branca.
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