A secretária nacional de Cultura do Reino Unido, Lisa Nandy, anunciou que deixará de usar o X, e que o Departamento de Cultura, Mídia e Esporte (DCMS, na sigla em inglês) — também encerrará sua presença na plataforma.
Em publicação em seu perfil oficia na rede de Elon Musk, Nandy afirmou que o X, anteriormente Twitter, passou a favorecer abuso e desinformação em vez de debate público.
Com a decisão, o DCMS se torna o segundo órgão do governo britânico a abandonar oficialmente o X.
Desinformação no X motiva saída anunciada por Lisa Nandy
No anúncio, Nandy disse que decidiu deixar a plataforma e que seu departamento fará o mesmo.
I’ve decided to leave this platform and my Department will too.
A platform originally designed for free speech and expression now favours abuse and misinformation over meaningful debate.
It isn’t healthy for our democracy or our communities and I don’t want to support it.
— Lisa Nandy MP (@lisanandy) July 2, 2026
“O X foi originalmente concebido para a liberdade de expressão e de opinião, mas agora favorece o abuso e a desinformação em vez de um debate significativo. Isso não é saudável para a nossa democracia nem para as nossas comunidades, e eu não quero apoiar isso”, escreveu a ministra.
Ela acrescentou que continuará ativa em outras plataformas, como Instagram, Facebook e LinkedIn.
Segundo órgão do governo britânico a deixar o X
O DCMS passa a ser o segundo órgão do governo britânico a abandonar oficialmente o X.
Antes dele, o Attorney General’s Office, gabinete do procurador-geral do Reino Unido, também encerrou suas atividades na plataforma.
Na ocasião, o procurador-geral Richard Hermer afirmou, diante de parlamentares, que não queria permanecer em uma rede social que “constantemente descamba para o racismo e a misoginia”.
Embora o governo britânico ainda mantenha outras contas oficiais no X, a saída de dois órgãos reforça o debate sobre o papel da plataforma na comunicação pública e na relação entre governos e redes sociais.
Pressão sobre o X cresce no Reino Unido
O anúncio de Nandy acontece em um momento de crescente escrutínio sobre o X no Reino Unido.
Nos últimos meses, a plataforma tem sido alvo de críticas relacionadas à moderação de conteúdo, à disseminação de desinformação e à segurança online.
O país também aumentou a pressão regulatória sobre serviços de inteligência artificial ligados ao ecossistema da empresa, incluindo investigações envolvendo o chatbot Grok e a geração de imagens íntimas falsas sem consentimento.
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