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'Rage bait'

Músicas de Taylor Swift são removidas de posts da campanha de Trump após provocações à cantora

Posts feitos pela equipe do republicano no TikTok mencionam diretamente o nome da artista e usam as músicas dela para ilustrar cenas do presidente, que já declarou que odeia a cantora




Posts da equipe do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump que usavam músicas da cantora Taylor Swift aparentemente apenas para provocar a artista foram silenciados no TikTok.

A remoção aconteceu de forma discreta, sem qualquer manifestação pública de Taylor, alvo de constantes ataques do republicano.

A artista não está sozinha na lista de pessoas cujas músicas foram usadas sem autorização pelo presidente. A tática de Trump, famoso por seus posts polêmicos nas redes sociais, tem sido interpretada como uma ação proposital para gerar ódio e acessos.

Provocação direta a Taylor Swift

Taylor Swift já fez acenos a campanhas democratas e, como uma forma de provocação, a equipe de Donald Trump tem mencionado o nome dela nas redes sociais. A tática é uma forma de rage bait, que populariza um post pelo engajamento motivado pela raiva.

A própria administração do governo já admitiu que criava os vídeos “porque sabia que os meios de comunicação o amplificariam com grande entusiasmo” ao comentar posts semelhantes feitos em junho e em abril deste ano.

@teamtrump I’m sure @Taylor Swift is going to be super excited we used her song! #taylorswift #maga #august ♬ TRUMP is my PRESIDENT – Lounge Vibes

Nas ofensivas mais recentes, em 3 de agosto, um vídeo de Trump ao lado da primeira-dama Melania foi publicado no TikTok com a música “August”, do álbum Folklore.

“Tenho certeza que a Taylor Swift vai ficar super animada por termos usado a música dela!”, afirmou o post.

No mesmo dia, a campanha fez outra postagem, afirmando que o álbum “Red”, de 2012, foi “todo sobre a cor do Partido Republicano”. Esse post ironizava os títulos de músicas da cantora, ligando-os de alguma forma ao presidente.

Músicas removidas e silêncio da cantora

Nessa segunda-feira (10), uma semana após as postagens, os dois vídeos constavam como sem som na plataforma. As remoções vieram silenciosamente, sem qualquer manifestação pública de Taylor Swift sobre o assunto.

O silêncio da cantora é visto como uma forma de não reforçar a campanha de ódio alimentada por Trump nas redes.

Apesar de vocalizar frequentemente o ódio à cantora nas redes sociais, a Casa Branca, não se pronunciou oficialmente sobre as remoções das músicas.

Apoio a Kamala Harris

Durante a campanha eleitoral de 2024, candidatos presidenciáveis disputaram Taylor Swift e a sua popularidade.

Donald Trump publicou montagens de IA mostrando a cantora dando “apoio” a ele. Além disso, ele postou outras montagens mostrando supostas fãs da cantora usando camisetas de “Swifties for Trump”.

A equipe da cantora desmentiu as imagens e, meses depois, ela declarou publicamente apoio à campanha da democrata Kamala Harris. “Ela luta pelos direitos e causas que acredito precisarem de uma guerreira para defendê-los”, afirmou.

Desde então, Trump tem declarado publicamente seu ódio pela artista nas redes. “Eu ODEIO Taylor Swift”, disse o presidente mais de uma vez na rede social Truth.

Histórico de artistas contra Trump

A questão envolvendo a música de Taylor Swift não é o primeiro embate entre o governo Trump e artistas americanos. Dois meses atrás, a cantora Ariana Grande condenou o uso da música “Bye” em vídeos mostrando agentes do ICE em operações de detenção.

Em dezembro de 2025, Sabrina Carpenter viveu uma situação similar, criticando o governo após o uso da sua música “Juno” em um vídeo com imagens de ações migratórias.

Além disso, em março daquele mesmo ano, a banda Semisonic também condenou o uso de “Closing Time” em um vídeo da Casa Branca sobre deportações.

O grupo afirmou que o governo havia distorcido o sentido da canção, originalmente associada a ideias de encerramento, mudança e possibilidade.

Protestos antes mesmo da chegada ao governo

Ainda durante a campanha do republicano, em 2024, Céline Dion repudiou o uso de “My Heart Will Go On” em um comício de Trump em Montana. A equipe da cantora disse que não autorizou o uso da música e, além disso, afirmou que a cantora não endossava a campanha.

No mesmo ano, o grupo ABBA pediu que a campanha de Trump parasse de usar suas músicas e vídeos em eventos políticos. Entre as faixas citadas estavam “Money, Money, Money”, “The Winner Takes It All” e “Dancing Queen”.

Em outro caso que chegou à Justiça, a família e o espólio de Isaac Hayes processaram a campanha de Trump pelo uso de “Hold On, I’m Comin’”. A música é uma composição de Hayes com David Porter e em setembro de 2024 uma decisão judicial impediu temporariamente a campanha de executar a música em eventos futuros.

Em 2024, Beyoncé também entrou na lista. Durante a campanha, representantes da cantora enviaram uma notificação à campanha de Trump após um vídeo publicado por um porta-voz republicano usar “Freedom”, faixa autorizada naquele ano para a campanha de Kamala Harris.


 

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