Paisagens iluminadas pela Via Láctea, auroras, animais que dependem da escuridão e rastros de satélites no céu estão entre as imagens vencedoras do Capture the Dark 2026, concurso internacional de fotografia do céu noturno promovido pela DarkSky International.
Em sua sexta edição, a competição recebeu mais de 2.200 inscrições de fotógrafos de mais de 30 países.
A DarkSky atua na proteção do ambiente noturno e no combate à poluição luminosa. Segundo a organização, as fotografias constroem um retrato da noite que revela suas belezas e mistérios e reforça a importância de protegê-la.
As melhores fotos do céu noturno
O concurso é dividido em nove categorias: Paisagens Noturnas, Aventuras Noturnas, Criaturas da Noite, Céu Noturno pelo Mundo, Iluminação Responsável, Impacto da Poluição Luminosa, Céu Profundo, Jovens Astrofotógrafos e Fotografia Noturna com Celular.
Veja as imagens premiadas no Capture the Dark 2026.
Crista de navalha
Feita no mirante Razorback, em Quorn, no sul da Austrália, a imagem reúne em um amplo panorama do céu noturno a Via Láctea, as Grandes e Pequenas Nuvens de Magalhães e a luz zodiacal.

Floresta de estrelas
Outra cena da Via Láctea foi registrada em Keetmanshoop, na região de Karas, na Namíbia.

Janela para Órion
Feita no Parque Nacional dos Arcos, em Utah, nos Estados Unidos, esta fotografia é um autorretrato (a fotógrafa está no centro da imagem) em que Órion aparece enquadrado pela abertura natural do Arco da Torre. Ela usou uma câmera modificada para astrofotografia e dados de hidrogênio-alfa para revelar nuvens de hidrogênio ao redor da constelação, incluindo o Arco de Barnard e suas nebulosas.

Portal alpino
A Via Láctea também é a protagonista deste momento registrado em Aoraki Mackenzie, na Nova Zelândia.

Monte Hoffman
A cena mostra o mirante Little Mount Hoffman, na Califórnia, nos Estados Unidos. Instalado no alto de um cone vulcânico, o pequeno posto de observação oferece vistas em todas as direções. De dentro, é possível observar pelas janelas panorâmicas o céu estrelado ou a Lua surgindo atrás do Monte Shasta.

Visões da Sicília: Gangi e o Etna com anéis de gás, Vênus e a Lua crescente
Gangi, na Sicília, aparece iluminada de amarelo e laranja combinando com as luzes do céu noturno.

Cometa artificial
Feita em Jiang’an Sumu, na Mongólia Interior, China, a imagem registra um grupo de satélites Starlink recém-lançados. A combinação de registros mostra seu deslocamento em órbita e, segundo o autor, evidencia o impacto das constelações de satélites sobre o céu noturno.

Um diálogo entre o espaço e a luz humana
A fotografia foi feita em Nugget Point, na região de Otago, na Nova Zelândia.

O abismo
Para fazer a fotografia, Tom Rae desceu mais de 100 metros em um sistema de cavernas de Waitomo, na Ilha Norte da Nova Zelândia. O ambiente era iluminado por larvas bioluminescentes e apresentava condições difíceis para a fotografia, entre elas a alta umidade, a pouca luz produzida pelos animais e a necessidade de longas exposições.

O escorpião e a constelação de Escorpião
A cena foi registrada em Mersing, no estado de Johor, na Malásia.

Os dementadores de Cefeu, guardiões de uma estrela morta
Feita em Rockwood, no Texas, a imagem reúne uma região da constelação de Cefeu com diferentes estágios da evolução estelar. Podem ser vistas nuvens de poeira, nebulosas de reflexão e nebulosas escuras, uma nebulosa planetária e o remanescente de uma antiga supernova.

Aurora sobre o Monte Shuksan
Durante uma tempestade geomagnética, o fotógrafo usou um smartphone para documentar a aurora boreal sobre o Monte Shuksan, no estado de Washington, nos Estados Unidos. A neve da montanha reflete as tonalidades verdes e magenta da aurora.

Rio de luz
Feita em Waynesville, na Carolina do Norte, nos Estados Unidos, a fotografia registra vaga-lumes sincronizados sobre um riacho. A cena mostra a importância da escuridão para a sobrevivência de animais noturnos.

Gato e vaga-lumes numa noite de verão
A fotografia foi feita no Maine, nos Estados Unidos, com um iPhone 16 Pro Max.

Aurora sobre o estreito Prince Christian
Em Aappilattoq, na Groenlândia, Dennis Lehtonen passou várias horas se deslocando entre rochas cobertas de gelo em busca de um ponto para fotografar a aurora. A ausência de vento permitiu que o fenômeno também aparecesse refletido na água.

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