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Propaganda russa

Reino Unido cria agência governamental contra desinformação e acusa Rússia de ‘ataques em escala industrial’

Na Assembleia da ONU, premiê diz que agentes russos usam bots, sites falsos e reportagens fabricadas e que IA deve ampliar a ameaça

Andy Burnham, premiê britânico em discurso na ONU

Andy Burnham anunciou criação do Centro de Desinformação em discurso na Assembleia Geral da ONU (foto: divulgação ONU)




O governo britânico anunciou a criação de um centro nacional para identificar e combater campanhas de desinformação promovidas por governos estrangeiros, com foco principalmente na Rússia.

A nova agência governamental terá como foco detectar a origem e interromper ataques de informação atribuídos a Estados hostis, com a Rússia no centro das acusações apresentadas pelo primeiro-ministro Andy Burnham.

O National Centre for Information Defence foi anunciado por Burnham durante discurso na Assembleia Geral da ONU, em Nova York.

O premiê disse ter encarregado os chefes de segurança britânicos de começar a trabalhar na criação do centro, com o objetivo de “ajudar a defender a democracia britânica”.

Governo acusa Rússia de usar bots e sites falsos

Burnham afirmou que o Reino Unido e seus aliados enfrentam um ataque “em escala industrial” ao ambiente de informação. Segundo ele, agências russas têm usado bots, sites falsos e reportagens fabricadas para espalhar mentiras e desinformação e explorar os temores da população.

O primeiro-ministro disse ainda que essas operações falsificaram a identidade visual de 28 organizações britânicas, entre elas universidades e a BBC, e amplificaram narrativas da extrema direita.

Segundo Burnham, o governo também tem evidências de uma tentativa de interferência russa nas eleições gerais de 2019.

O premiê afirmou que o Kremlin gasta cerca de £ 1,3 bilhão por ano na manipulação de informações. Segundo ele, essas campanhas buscam alimentar divisões e uma percepção de declínio, afetando a forma como as pessoas enxergam o próprio país e suas comunidades.

Inteligência artificial pode ampliar ameaça

Burnham também relacionou esse cenário a ataques cibernéticos contra empresas e instituições britânicas e afirmou que a inteligência artificial deverá ampliar a ameaça.

O primeiro-ministro disse que o governo pretende aumentar a resistência da população a esse tipo de campanha e citou o apoio já dado pelo Reino Unido à Moldova para proteger suas eleições de interferência russa.

Segundo ele, o país também pretende compartilhar sua experiência com outras nações europeias diante de ameaças semelhantes.


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