O presidente dos EUA, Donald, Trump mandou a repórter Akayla Gardner, correspondente da MS NOW na Casa Branca, ficar quieta neste sábado (26), ao ser questionado sobre as restrições impostas a veículos de imprensa e sobre sua disposição para responder a perguntas difíceis.
Gardner foi uma das jornalistas diretamente atingidas pelo veto imposto por Trump à CNN, MS NOW e Politico. Ela teve sua credencial restituída por ordem judicial, mas a primeira interação com o presidente demonstrou que a paz está longe de ser atingida.
Ela publicou a conversa em sua conta no X:
GARDNER: Do you only want outlets that support you to be a part of the press pool?
TRUMP: No, no, no. I want real news, not fake news — like you. I want-
⁰CROSSTALK: Mr. President-
⁰TRUMP: Listen. I want real news. I love an open, free press. What I don’t like is the fake…— Akayla Gardner (@gardnerakayla) September 26, 2026
“Não, não. Quero notícias de verdade, não fake news como vocês”, respondeu Trump.
O presidente continuou: “Quero notícias de verdade. Eu adoro uma imprensa aberta e livre”. Em seguida, voltou suas críticas para CNN e MS NOW, atacando a audiência das duas emissoras e dizendo que elas divulgavam “fake news”.
Gardner então perguntou: “O senhor não quer perguntas difíceis?”.
“Espera, espera. Quieta”, respondeu Trump, levantando o dedo. A jornalista ainda tentou repetir a pergunta, enquanto o presidente continuou criticando os dois veículos.
A cena foi divulgada pela própria Casa Branca em seus canais oficiais.
Repórter havia sido barrada da Casa Branca
Akayla Gardner chegou para trabalhar na Casa Branca no dia 19 de setembro e confirmou que sua credencial havia sido desativada, um dia depois de Trump anunciar o veto por meio de uma publicação na rede.
Betsy Klein, da CNN, e Cheyenne Haslett, do Politico, também foram impedidas de entrar.
Os três veículos recorreram juntos à Justiça, alegando que as credenciais haviam sido retiradas em razão do conteúdo de sua cobertura e que a medida violava direitos garantidos pela Constituição americana.
Na quinta-feira (24), o juiz federal Timothy Kelly determinou a restauração temporária dos passes de acesso. A decisão vale inicialmente por 14 dias, enquanto o mérito do processo é analisado.
A Casa Branca ainda impediu a entrada de alguns jornalistas por algumas horas naquela manhã, mas acabou restabelecendo o acesso dos três veículos.
Gardner comemorou a volta em uma publicação nas redes sociais: “É bom estar de volta”.
Conflito continuou no pool presidencial
A devolução das credenciais não encerrou o embate. A CNN estava escalada para participar neste sábado (26) do pool de televisão na viagem de Trump ao Tennessee, mas teve seu acesso ao Air Force One vetado.
A Casa Branca colocou em seu lugar a conservadora Real America’s Voice, que não integra o grupo regular das cinco grandes redes de TV que se revezam nessa cobertura.
O pool é usado em situações nas quais não há espaço para todos os jornalistas. Um grupo menor acompanha o presidente e distribui informações, gravações e imagens aos demais veículos.
A ordem de Kelly tratou diretamente das credenciais de acesso à Casa Branca e não definiu quem deve participar do pool ou viajar no avião presidencial.
Os veículos, porém, sustentam que as restrições às suas atividades no pool também fazem parte da disputa judicial.






