Ex-modelo, magra, alta e linda, a ex-primeira-dama dos Estados Unidos passou quatro anos na Casa Branca exibindo looks comentados nas redes sociais e destacados por jornais e revistas em todo o mundo. Mas não conseguiu o que sempre foi uma tradição americana: a desejada capa da Vogue dedicada à consorte do presidente, o que chegou a motivar reclamação pública de Donald Trump sobre a esnobada à sua mulher.

A honra que não foi dada a Melania, 51 anos, coube agora à sua sucessora. Jill Biden, 19 anos mais velha, ilustra a capa da edição de agosto da revista, com fotos assinadas pela célebre Annie Leibovitz. As reações nas redes sociais e na imprensa global só ajudaram a aumentar ainda mais a popularidade da primeira-dama, com reflexos na de seu marido presidente. 

A capa estrelada por Jill Biden cinco meses após passar a ocupar a Casa Branca é um sinal dos novos ventos que sopram na imprensa americana, boa parte dela atacada dia sim outro também pelo ex-presidente.

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Um estudo do US Press Freedom Tracker fez a conta: foram 2.520 tuítes contra jornalistas e veículosem cinco anos e meio, desde que ele se lançou candidato até o dia em que foi banido da plataforma. 

“Uma primeira-dama para todos nós”

O título da matéria da Vogue não esconde a simpatia pela entrevistada:  “A First Lady for All of Us” (uma primeira-dama para todos nós).

Dr. Jill Biden, como é chamada em alusão ao seu doutorado em educação, usou na capa da edição da revista que chega às bancas no dia 20 de julho um vestido floral da grife Oscar de la Renta.

Coincidência ou não, o estilista falecido em 2014  simboliza o imigrante vencedor. Nasceu na República Dominicana, iniciou a carreira na moda em Madri e naturalizou-se americano, tendo vestido uma penca de mulheres de políticos e primeiras-damas como Jacqueline Kennedy, Nancy Reagan, Laura Bush e Hillary Clinton. 

Na conversa com Jonathan Van Meter, Trump foi um dos temas. A primeira-dama comparou os dois presidentes. Classificou seu marido de “mais calmo”, uma pessoa que “abaixa a temperatura”.

Uma das fotos do ensaio mostra o casal em um jardim interno da Casa Branca. Leibovitz capturou o olhar de admiração de um dos homens mais poderosos do mundo sobre aquela que tornou sua segunda companheira depois de ele ter perdido a primeira mulher em um acidente de automóvel em 1972, em que também morreu uma filha do casal. 

Superfofo, ele disse à revista que sente falta de estar mais com Jill depois que se tornou presidente. Nas redes sociais, o momento de ternura despertou comentários positivos dos apoiadores de Biden, como o de que havia na Casa Branca um casal apaixonado e não apenas fingindo. 

O amor parece mesmo estar no ar em Washington. Durante a reunião do G7, há duas semanas, no Reino Unido, Joe Biden publicou uma foto romântica na conta oficial da Presidência, dizendo que não poderia imaginar companhia melhor para a viagem. A Vogue refletiu o que todos os sinais indicam ser a realidade. 

Outra foto na Vogue mostra Jill Biden trabalhando, no melhor estilo home office improvisado, com o computador sobre a mesinha de centro e um lápis na boca. Annie Linksey, repórter do Washington Post que cobre a Casa Branca, comentou dizendo que esta foto deveria ser a capa, pois mostra uma cena que as mulheres fazem com mais frequência do que posar em varandas. 

Outro assunto foi moda. A primeira-dama disse usar uma gama variada de designers novos. E comentou a polêmica em que se envolveu involuntariamente em abril ao usar uma meia-arrastão preta, que virou tema de debates nas redes sociais.

Fez questão de dizer que não eram “arrastão”, e sim “meias rendadas muito bonitas”, como algumas defensoras do estilo explicaram na época pelas redes. 

Jill Biden pode não ser unanimidade em estilo, mas, ao visitar a rainha Elizabeth no Castelo de Windsor durante o G7, não decepcionou. O  look era perfeito para o chá real, em tom pastel como a monarca gosta, e um broche na lapela como os que ela costuma usar. 

A “maior de todos os tempos”

 

 

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