Jornalistas freelancers ou que trabalhem em meios de comunicação podem se inscrever para o programa oferecido pela organização de jornalismo americana National Press Foundation (NPF), que oferece  bolsas de US$ 3 mil (cerca de R$ 16 mil) para a produção de reportagens sobre doenças raras. 

O programa é gratuito e aberto a jornalistas de todo o mundo. As inscrições podem ser feitas até o dia 16 de agosto. Os candidatos deverão participar de uma conferência online entre 17 e 19 de outubro. 

Além de veiculadas no país de origem, as reportagens executadas com a ajuda do subsídio farão parte de um livro editado pela NPR. 


Bolsa quer fomentar reportagens sobre doenças raras 

Na apresentação do programa,  que está em sua segunda edição, a NPR  destaca a importância de ampliar a cobertura sobre doenças raras em todo o mundo

Estima-se que 8% a 10% da população global tenha alguma condição de saúde classificada como rara. E embora o número pareça pequeno, a organização aponta que, em conjunto, o total de pacientes e pessoas próximas a eles pode chegar a meio bilhão no mundo — uma parcela e tanto de audiência ignorada pelo jornalismo.

“Há uma necessidade urgente de comunicar conhecimento e experiência no campo da detecção de doenças raras”, diz a NPF.

Impulsionada pela pandemia de covid-19, a ciência avançou rapidamente ao lado da tecnologia nos últimos anos para melhorar a saúde humana e dos pacientes afetados por doenças raras.


Por isso, a entidade acredita que a bolsa para reportagens voltadas a esse assunto possa ajudar tanto na divulgação científica quanto no tratamento de pacientes.

Como concorrer à bolsa da NPR 

O programa é aberto a jornalistas de qualquer tipo de veículo (impresso, TV, rádio ou online). No ato da inscrição, os interessados devem descrever em detalhes a reportagem que pretendem realizar e apresentar exemplos de trabalhos recentes.

Os organizadores pedem ainda uma carta do editor do veículo em que o candidato trabalha confirmando o apoio. Profissionais freelancers podem apresentar uma carta de um editor que se comprometa a veicular a reportagem depois de finalizada. 

Os candidatos deverão em seguida participar da conferência online, entre 17 e 19 de outubro. 

Farão parte da agenda briefings e sessões de perguntas e respostas com os principais especialistas mundiais em doenças raras, diagnósticos, testes direcionados e desenvolvimento de medicamentos, bem como de líderes de grupos de defesa de pacientes e jornalistas que já cobrem o tema.

Os 20 jornalistas selecionados receberão inicialmente U$ 1 mil para financiar despesas de viagem e de execução do projeto. A parcela final da bolsa, no valor de US$ 2 mil será paga depois que a reportagem for veiculada.  

Além de serem publicadas nos meios de comunicação escolhidos pelos autores, as reportagens serão reunidas em um livro editado pela Fondation Ipsen, uma organização sem fins lucrativos com sede em Paris especializada em doenças raras. 

Mais informações e inscrições para o programa podem ser encontradas aqui.

Leia também

Fake news da covid estão sendo ‘recicladas’ para a varíola dos macacos, mostra estudo