Embora a descrição clássica dos pilares ESG não inclua o
cuidado com a saúde emocional de funcionários, clientes e
consumidores como uma obrigação, iniciativas para promover o
bem-estar mental entraram na agenda das corporações como
parte dos pilares ESG.
Um paper da Deloitte de autoria da consultora canadense Lisa
MacVicar aponta o desafio de recolher dados sobre bem-estar
para os relatórios corporativos, mais concentrados em métricas
como lesões e doenças gerais.
Os pilares ambientais, sociais e de governança de uma
organização impactam diretamente o bem-estar
mental dos funcionários”, afirmou MacVicar.
Entre os exemplos citados estão a discriminação racial, que pode
causar ansiedade e depressão, com efeitos sobre produtividade,
confiança, satisfação, absenteísmo e rotatividade, e as alterações
climáticas, que afetam o bem-estar humano, seja de funcionários
ou da sociedade. A consultora sugere uma mudança nos
parâmetros atuais:
“As expectativas de bem-estar no local de trabalho e o papel do
empregador aumentaram. É hora de desenvolver uma linguagem
comum e um conjunto comparável de métricas que possam ser
usadas para relatar a gestão e os impactos ESG”, defende.
Saúde Mental nos relatórios ESG
ESG
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O paper completo pode ser visto aqui.
Foto: Tung Nguyen / Pixabay
terceira edição da Pesquisa de Bem-Estar no Trabalho, elaborada
pela consultoria Deloitte, traz a receita para desafios que têm crescido
nos últimos anos, como o esgotamento desenfreado dos trabalhadores,
o declínio de sua saúde mental, as ansiedades geradas no local do
trabalho e os eventos climáticos extremos: o investimento na
sustentabilidade humana.
O conceito baseia-se no grau em que uma organização cria valor para
as pessoas como seres humanos, deixando-as com maior saúde e
bem-estar, competências mais fortes e maior empregabilidade,
oportunidades de carreira e progresso em direção à equidade, maior
pertencimento e maior conexão com o propósito.
O estudo foi realizado em colaboração com a empresa de pesquisa
Workplace Intelligence e ouviu 3.150 executivos, gerentes e
trabalhadores em quatro países, demonstrando que abraçar a
sustentabilidade humana pode criar um ciclo benéfico no qual a
melhoria dos resultados humanos melhora os resultados
organizacionais e vice-versa.
A principal conclusão é que a mudança de uma mentalidade centrada na
extração de valor das pessoas para uma abordagem centrada na
sustentabilidade humana, que se concentra em ajudar os seres humanos a
prosperar, sejam os funcionários ou os demais públicos de interesse, traz
os seguintes benefícios a longo prazo para pessoas e organizações:
Aumenta a capacidade de atrair e reter uma força de
trabalho diversificada;
Ajuda a desenvolver e envolver os trabalhadores;
Torna os locais de trabalho mais gratificantes e produtivos;
Protege empresas e trabalhadores contra uma variedade de
riscos;
Aumenta o apelo da organização para consumidores e
investidores.
Não à toa, a maioria dos executivos (93%) e trabalhadores (88%) concorda
que o objetivo de uma empresa deve ser criar valor não apenas para os
acionistas, mas também para os seres humanos e a sociedade.
A
Leia mais sobre a pesquisa aqui.
No Brasil, pesquisa usou relatórios
integrados para eleger as melhores em
práticas de bem-estar emocional
Enquanto parâmetros específicos não são definidos, informações
contidas nos relatórios integrados podem funcionar como indicadores.
O Anuário da Saúde Mental nas Empresas, desenvolvido pelo Instituto
Philos Org e pelo Portal Integridade ESG, classificou a performance de
empresas brasileiras com base em iniciativas declaradas sobre seis
vetores: Programas de Promoção da Saúde Integral; Desenvolvimento
de Lideranças e Psicoeducação; Psicologia, Psicoterapia e Psiquiatria;
Meditação, Yoga e Práticas Integrativas; Grupos de Afinidade e Ações
em Comunidade, Mídias, Canais e Plataformas e Psicometria e Data
Analytics.
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