Londres – Diversidade na mídia pode parecer à primeira vista uma causa que interessa apenas a profissionais de imprensa em busca de oportunidades iguais às de colegas que não fazem parte de grupos minoritários ou historicamente marginalizados na profissão. Se fosse só isso, já seria importante.

Mas ela é um conceito muito mais abrangente. O jornalismo tradicional e também as mídias sociais refletem e influenciam o comportamento de cidadãos, de empresas, de governos. Se não há diversidade, equidade e inclusão (ou DEI), o combate a preconceitos e estereótipos perde um de seus principais instrumentos.  

Nesta série de reportagens especiais reunidas em um relatório lançado na data em que se comemora o Dia da Imprensa, correspondentes internacionais e especialistas de vários países examinam a situação da diversidade na mídia, os efeitos da ausência dela e compartilham ideias sobre o que pode ser melhorado. 

O que é diversidade na mídia e por que ela importa?  A Unesco explica 

Os parâmetros internacionais para promover a diversidade na indústria cultural foram estabelecidos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em um documento chamado Convenção para a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, aprovado durante a Conferência Geral realizada em 2005 em Paris.

Na Convenção, a Unesco define diversidade cultural como uma “característica essencial da humanidade”, “elemento das políticas de desenvolvimento nacionais e internacionais”.

E estabelece que a mídia, tanto no entretenimento quanto no jornalismo, precisa representar uma variedade de grupos sociais, incluindo mulheres, diferentes etnias e religiões, imigrantes, pessoas com deficiência, maiores de 50 anos e indivíduos LGBTQIA+.

Desde então, os avanços são acompanhados por meio de relatórios periódicos. O mais recente, Re|Shaping Policies for Creatitivy, foi publicado em janeiro de 2021. Um dos capítulos trata da diversidade na mídia, tanto em relação às equipes que fazem o trabalho de informar quanto na representação de cada grupo. 

Por representação, entende-se a forma como todos esses grupos são retratados no jornalismo e também nas mídias sociais. Para muitos especialistas, isso está diretamente relacionado à diversidade dentro das redações jornalísticas, um fator que garantiria uma forma mais inclusiva e sensível de noticiar assuntos relativos a elas. 

A diversidade no comando das redações 

Programas de inclusão em grandes empresas e organizações foram acelerados pelos movimentos Black Lives Matter e #MeToo.
Porém, a inclusão de todos os grupos recomendados pela Unesco na mídia não tem sido fácil, por problemas que variam de país a país.

A começar pelo comando das redações. Para muitos estudiosos, a diversidade no nível de quem toma decisões faz diferença tanto para quem consome notícias como para quem vê suas chances de ascensão limitadas por motivos alheios à sua capacidade profissional.

Em um estudo sobre o papel dos editores intitulado Out of Shadows (Fora das Sombras), o jornalista Andrew Duffy, professor da Universidade de Singapura, conceitua o profissional que lidera uma redação jornalística como “o marcador de controle de qualidade que legitima o jornalismo profissional e o diferencia de outros tipos de mídia, como informes governamentais, jornalismo cidadão, blogs e comunicados corporativos”.

O autor é uma das referências do Instituto Reuters para Estudos de Jornalismo da Universidade de Oxford em seus monitoramentos anuais de diversidade de gênero e de raça nas principais redações de vários países, um deles o Brasil.

Uma das métricas do acompanhamento é o tamanho da audiência que se informa por meios de comunicação nos quais o líder principal da redação é uma mulher ou uma pessoa não branca.

O Reuters cita Andrew Duffy para sustentar a importância tanto prática quanto simbólica de quem lidera a produção do noticiário:

“Os editores principais são figuras essenciais na liderança e direção das redações. Eles tomam decisões importantes todos os dias, e suas experiências pessoais podem influenciar essas decisões”.

O raciocínio se estende a toda a equipe de uma redação – do repórter que escolhe quem vai entrevistar para uma matéria sobre um crime na comunidade ao fotojornalista que faz o registro para ilustrá-la e ao diagramador que decide o corte que vai dar na foto. Experiências pessoais e visões de mundo estão por trás de cada uma dessas pequenas (ou grandes) decisões, capazes de incluir ou excluir aos olhos do público. 

Um caso notório foi o da ativista ambiental negra Vanessa Nakate. Em 2020, ela foi cortada de uma foto publicada pela agência de notícias AP (Associated Press) como parte da cobertura dos encontros do fórum econômico de Davos. Ficaram na imagem apenas as ativistas brancas que a acompanhavam.

Luis Albornoz: “Devemos passar do discurso à ação”

Um dos principais especialistas internacionais em diversidade na mídia é o jornalista argentino Luis Albornoz, professor e pesquisador da Universidade Carlos III de Madri.

Ele foi o escolhido para redigir o capítulo sobre mídia do relatório Re|Shaping Policies for Creatitivy, da Unesco.

Em entrevista ao MediaTalks, Albornoz falou sobre dar voz às minorias por meio de suas próprias mídias, sua representação na cobertura dos principais meios de comunicação e como capacitar e incluir essas minorias no ensino e no exercício do jornalismo. 

Uma das questões nesse debate é até que ponto os jornalistas que não façam parte de grupos marginalizados seriam capazes de “enxergar o mundo pelas lentes da audiência”.

Albornoz admite que isso é possível, mas que a tarefa não pode ficar exclusivamente sob a responsabilidade deles. O pesquisador se alinha entre os que defendem a diversidade nas redações como elemento vital para uma cobertura mais inclusiva: 

“Não há como negar preconceitos educacionais, culturais ou de classe social cristalizados em indivíduos ou grupos. Tampouco se pode negar a existência de profissionais de mídia com sólida formação, cientes das tensões nas sociedades nas quais exercem seu trabalho. 

Mas a elaboração do conteúdo noticioso é uma tarefa muito importante para ficar somente nas mãos de profissionais ‘capazes de ver através das lentes da audiência’.”

Leia a entrevista completa

Diversidade na mídia afeta a cobertura e a reflexão sobre problemas sociais, afirma especialista

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Discriminação racial na mídia: negros e muito mais 

A discriminação por raça ou etnia não é um fenômeno novo, mas agravou-se sob o impulso de narrativas de extrema direita que pregam aversão a imigrantes, sobretudo nos EUA durante o governo de Donald Trump e em alguns países da Europa. 

Estudos diversos demonstram a predominância de  pessoas brancas e da elite do próprio país compondo as equipes jornalísticas. Isso vem sendo desafiado pelo surgimento de novas mídias digitais criadas e lideradas por gente mais diversa – e o Brasil tem vários exemplos reconhecidos internacionalmente. 

Mas ainda é pouco diante do universo amplo de grandes organizações de mídia onde imigrantes, negros e pessoas de classe sociais menos favorecidas têm menos espaço em comparação à sua participação no conjunto da sociedade.

Isso acontece até nos EUA, onde os movimentos contra o racismo são bem estruturados e têm colecionado vitórias importantes. Um estudo sobre inclusão nas redações realizado em 2021 pela Universidade de Medill foi respondido por 1,5 mil profissionais de imprensa, 86,9% deles autodeclarados como brancos. 

A maioria acha que as suas empresas estão realizando ações efetivas para reduzir desigualdades e melhorar representação dos diversos grupos da sociedade. Mas essa visão pode ter sido influenciada pelo fato de que são profissionais que não vivem na pele as barreiras da discriminação. 

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No Brasil, estudo sobre a presença de profissionais negros nas redações feito no segundo semestre de 2021 pelo Jornalistas & Cia e pelo Instituto Corda revelou que os negros representam 20,1% da força de trabalho no jornalismo, contra uma população estimada pelo IBGE para o Brasil de 55,8% de negros (pretos e pardos). Dos negros na atividade jornalística, 13,2% se autodeclararam pardos e 6,9%, pretos.

No Reino Unido, o Conselho Nacional de Treinamento de Jornalistas mapeia anualmente a diversidade da força de trabalho nas redações. O levantamento deste ano, publicado em maio, constatou melhoria na inclusão de raça e gênero, mas retrocesso na participação de pessoas de classes sociais mais baixas, um problema recorrente no país que ainda é dominado por elites aristocráticas. 

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Melhora a diversidade de gênero e raça nas redações britânicas, mas classes baixas seguem excluídas

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Na França, pouca coisa mudou depois dos protestos de 2005

Diversidade nas redações jornalísticas é também um desafio nas sociedades consideradas historicamente tolerantes e igualitárias, mas que passaram a viver tensões sociais severas relacionadas aos imigrantes. É o caso da França, como conta a correspondente Deborah Berlinck. 

Ela ressalta que a imprensa francesa falhou, na prática, em cumprir a promessa de integrar jornalistas de várias origens nas suas redações para espelhar a nova realidade populacional do país.

“Nas TVs, rádios e jornais, os rostos são majoritariamente brancos, como no século passado. É o sotaque da capital parisiense que mais se ouve. 

Praticamente não há “Mohamed” ou “Hakim” num país onde os franceses de origem árabe já superavam a marca de 4,6 milhões há mais de 10 anos”. 

Segundo Deborah, o “choque de realidade” na imprensa francesa aconteceu em 2005, quando uma revolta eclodiu nos subúrbios de Paris depois de um jovem negro e outro de origem árabe terem morrido eletrocutados ao fugir de uma blitz policial.

Carro incendiado durante confrontos em Strasbourg, em 2005 (Foto: François Schnell/Wikimedia)

A realidade era tão diferente daquela que os jornalistas brancos e da elite estavam acostumados que eles pareciam estar cobrindo uma guerra distante, recorda Berlinck. 

E um blog surgido na periferia, o Bondy, tornou-se a principal fonte de notícias da mídia francesa naquele momento. Hoje virou um jornal online dedicado a cobrir assuntos das minorias e dos moradores dos subúrbios. O sucesso foi tamanho que o fundador acabou virando vice-diretor do jornal Le Monde. 

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Na França, poucos ‘Mohameds’ ou ‘Hakins’ nas redações, mesmo após o ‘choque’ de 2005, por Deborah Berlinck

Deborah Berlinck conversou sobre o assunto com Sylvia Zappi, subeditora de cultura do Le Monde. Ela é uma das que luta por inclusão e diversidade na redação do jornal francês, com conhecimento de causa: mora em um dos subúrbios parisienses onde houve a revolta popular que ganhou as manchetes do mundo. 

Em 2012, a jornalista começou a cobrir os banlieues (subúrbios) para o jornal, escrevendo não somente sobre os problemas que todos conheciam, mas também retratando aspectos positivos. 

Para Zappi, o simples fato de morar lá e conhecer a realidade local “muda o olhar”.

“Morar no subúrbio permitiu enxergar que havia muitas histórias não contadas na imprensa. Isso não significa deixar de reportar notícias sobre coisas que não vão bem, como problemas com drogas, tráfico e assaltos.

Às vezes, significa dar um tratamento mais equilibrado a elas.”

Mas ela confirma a impressão de redações pouco inclusivas na França, citando o exemplo de seu próprio jornal: 

“No Le Monde, de uma redação de 400 jornalistas, os negros e as pessoas de origem árabe não passam de 10 ou 15.”

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Sylvia Zappi, Le Monde: ‘Morar na periferia muda o olhar e a relação com a notícia’

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Na Itália, aceitação mais orgânica de migrantes não aumentou diversidade na mídia 

Em comparação à França, onde a extrema direita chegou perto de vencer as eleições presidenciais apoiada em um discurso anti-imigração, a Itália tem recebido imigrantes de braços mais abertos, segundo a correspondente Fernanda Massarotto, que vive em Milão. 

Ela relata que não são comuns situações de discriminação de estrangeiros em escolas, por exemplo. Mas da porta para dentro das redações jornalísticas, a inclusão não tem sido tão fácil. Eles são quase inexistentes. 

“O conteúdo veiculado pela mídia italiana sobre questões envolvendo migrantes e estrangeiros que vivem no país é produzido com quase nenhuma influência dos próprios afetados”, relata Massaroto. 

Ela conversou com um raro exemplo de jornalista imigrante, o albanês Leonard Berberi, 37 anos, do Corriere della Sera, um dos jornalistas econômicos mais importantes do país.

Ele falou ao MediaTalks sobre sua experiência de inserção no mercado de mídia em um país estrangeiro, e observa que em muitos casos o problema é a falta de domínio pleno do idioma. 

“Jornalismo é sobretudo reportar e, é claro, usar apropriadamente a língua na qual o profissional se expressa.” 

Berberi afirma que nunca se sentiu discriminado por chefes ou colegas, confirmando a observação de que a Itália é mais amigável aos imigrantes do que alguns dos vizinhos europeus. 

Projeto do Instituto de Diversidade na Mídia britânico monitora trolls contra minorias 

As redes sociais também fazem parte da equação da diversidade, considerando que uma parcela cada vez maior de pessoas se informa por meio delas, consumindo conteúdo de mídias tradicionais e também de influenciadores cada vez mais poderosos – e nem sempre responsáveis.

Teorias da conspiração racistas como a da “grande substituição”, que inspirou recentemente o autor do atentado de Buffalo (EUA), são disseminadas sem controle nas redes, alimentando a discriminação e o preconceito. E aumentam a cobrança por regulamentação das redes sociais para controlar o discurso de ódio. 

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Discurso de ódio racismo redes sociais Buffalo Chrischurch regulamentação

Um dos projetos dedicados a combater esse mal é o  Get the Trolls Out!, criado em 2015  pelo Instituto de Diversidade na Mídia do Reino Unido. A iniciativa monitora o discurso de ódio contra minorias tanto nas redes sociais como na mídia tradicional, em seis idiomas. 

O projeto é coordenado por Madaleina Kay, 28 anos, ativista, escritora, artista e profissional de comunicação britânica. Com nove livros publicados, ela já foi premiada com o ‘Young European of the Year’ em 2018 e com o EU Charlemagne Youth Prize em 2020. E viveu na pele a trollagem misoginista online.

Kay conversou com o MediaTalks sobre o trabalho do GTTO. 

“Os agressores atacam os membros mais fracos da sociedade ou os menores grupos comunitários, com menos meios de reagir. É o caso das minorias religiosas e étnicas, pessoas com deficiência e pessoas LGBTQIA+.

As mulheres também são alvo, porque historicamente foram vistas como o sexo frágil e por causa da retórica misógina e das práticas sexistas comuns nos sistemas patriarcais. Também vemos discriminação baseada em classe.”

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Projeto na Europa combate discriminação contra minorias nas redes sociais e na mídia

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O ‘teto de cristal das mulheres’ e de grupos marginalizados

Entrevistada pela correspondente Márcia Carmo, baseada na Argentina, a socióloga Marita Carballo falou sobre as barreiras para inclusão e diversidade, que em sua opinião “estão ligadas às profundas desigualdades que limitam o desenvolvimento humano e são diferentes em cada setor”:

“A menor incorporação de mulheres e outros grupos nos cargos mais altos ocorre tanto no universo empresarial como na administração pública.

Ela é chamada de “teto de cristal”.  Segundo o Observatório de Igualdade de Gênero da América Latina e Caribe, somente 28,5% dos ministérios da região são comandados por mulheres”

Carballo vê com entusiasmo as ações de inclusão de gênero em empresas de todos os segmentos, inclusive as jornalísticas. Mas alerta:

“Incluir mulheres é importante, mas nem sempre isso se traduz em diversidade e inclusão. É necessário um trabalho mais profundo de transformação.”

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Diversidade de gênero na mídia : mudanças não ocorrem por inércia, alerta socióloga argentina

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Diversidade de gênero e LGBTQIA+ nas redações e na cobertura 

No mundo empresarial, a diversidade de gênero na força de trabalho tornou-se obrigação, com a maioria das grandes empresas levando a sério os programas de inclusão para aumentar a participação de mulheres e de pessoas LGBTQIA+ em suas equipes e na liderança. 

No México, a revista de negócios Expansión publica anualmente uma lista das companhias que se destacam no oferecimento de oportunidades a pessoas LGBTQIA+.

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É um ótimo exemplo do que a mídia pode fazer para motivar as corporações a serem mais inclusivas. E um golpe no chamado pinkwashing, prática utilizada pelas empresas que procuram transmitir uma imagem diferente daquilo que fazem na prática. 

Mas tanto mulheres como pessoas LGBTQIA+ continuam esbarrando no “teto de cristal” e sendo representadas pela mídia de forma equivocada e marcada por estereótipos. 

Durante a crise da covid, estudos mostraram que mulheres cientistas tinham muito menos espaço na mídia em comparação a pesquisadores e autoridades homens. E na área esportiva, jornalistas mulheres que passaram a se destacar continuam sendo assediadas por colegas ou pelo público

O assédio online a mulheres jornalistas é um flagelo que causa sofrimento, riscos e tem feito com que muitas pratiquem a autocensura ou deixem a profissão. 

A Argentina é um país onde esse padrão está sendo revertido a partir de um acontecimento social que mobilizou o país em 2012, o feminicídio de uma adolescente, que deu origem ao movimento Ni Una Menos. 

De Buenos Aires, a correspondente Márcia Carmo relata como o Ni Una Menos provocou uma mudança na forma como o jornalismo do país passou a tratar questões de gênero e a abrir oportunidades profissionais para mulheres jornalistas. 

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‘Ni Uma Menos’ foi divisor de águas na cobertura de questões de gênero pela imprensa argentina, por Márcia Carm

Outros exemplos se multiplicam pelo mundo, com grandes organizações jornalísticas entregando o comando de suas redações a mulheres, apontando para um futuro mais diverso e para uma cobertura que reflita melhor as diferentes experiências e realidades. 

Povos indígenas, segregados e pouco representados na mídia 

Enquanto a inclusão de mulheres nas redações e a representação delas na cobertura avançou, o mesmo não se pode dizer dos povos indígenas. Em alguns países eles são pouco representados na mídia ou continuam sendo retratados com base em estereótipos e preconceitos, segundo pesquisas recentes. 

Em outros, conquistaram espaços no jornalismo, mas não da forma como especialistas acham que seria a mais indicada. No Canadá e na Austrália, povos originários contam com veículos de comunicação exclusivamente dedicados a eles, como relatam as correspondentes Catarina Freire, de Ontario, e Liz Lacerda, de Sydney. 

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Diversidade no Canadá: país inclusivo, jornalismo nem tanto

Nos dois países, colonizados pelo Império Britânico, os indígenas não são os únicos a questionar a falta de diversidade no jornalismo. Migrantes e pessoas não brancas são igualmente minoria nas redações dos principais veículos de imprensa. E as elites dominam o jornalismo. 

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Diversidade na mídia da Austrália: a emissora dos brancos e a emissora ‘dos outros’

Em uma entrevista recente, o apresentador Trevor Philips da Sky News britânica e um dos grandes nomes do combate ao racismo no Reino Unido, disse que dar oportunidades a pessoas diversas não é um favor. 

A iniciativa faz parte da solução para o desafio da representação, permitindo incorporar visões de mundo que assegurem um tratamento editorial sensível e alinhado com realidades muitas vezes distantes do universo de quem comanda ou executa.

O caminho não é fácil, mas exemplos bem-sucedidos em vários países mostram que é possível.


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