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Trump x Imprensa

Em novo ataque a uma jornalista, Trump dispara contra repórter da CNN: ‘você é tão ruim!’

Presidente insultou Kaitlan Collins após pergunta sobre arquivos do caso Epstein durante coletiva no Salão Oval

Kaitlan Collins, da CNN, e Donald Trump durante coletiva na Casa Branca

Kaitlan Collins é a chefe dos correspondentes da CNN na Casa Branca (foto: reprodução X)



Seguindo o histórico de confrontos com a imprensa, o presidente Donald Trump se voltou contra a chefe dos correspondentes da CNN na Casa Branca, que o questionou sobre o caso do pedófilo Jeffrey Epstein, chamando-a de mentirosa e má repórter.


O presidente Donald Trump voltou a atacar uma jornalista mulher após uma pergunta que o desagradou.

O alvo da vez foi Kaitlan Collins, repórter conhecida e respeitada, principal correspondente da CNN na Casa Branca e apresentadora do programa “The Source”.

Em uma entrevista coletiva no Salão Oval da Casa Branca nesta quarta-feira (4), a repórter tentava questionar Trump sobre críticas de sobreviventes de abuso sexual ligadas ao caso Jeffrey Epstein. Elas avaliaram que os documentos divulgados pelo Departamento de Justiça vieram com censuras excessivas e pouca transparência.

Trump, porém, interrompeu a pergunta e desviou do tema com ataques pessoais. Ele evitou responder sobre os arquivos e passou a criticar a repórter e a emissora.

O momento em que Trump ataca a jornalista

“Você é tão ruim. É a pior repórter. A CNN tem baixa audiência por causa de pessoas como você. É uma jovem mulher e nunca a vi sorrir. Conheço-a há 10 anos e nunca vi um sorriso no seu rosto.”

“Estou falando sobre sobreviventes de abuso sexual”, respondeu Collins, tentando seguir com a pergunta.

Mas Trump continuou o mesmo discurso: “Sabe porque não sorri? Porque sabe que não está adizendo a verdade. É uma organização muito desonesta e deviam ter vergonha”.

CNN reage e defende a repórter

Após o episódio, a CNN se manifestou em defesa de Kaitlan Collins, que desagrada o presidente há muito tempo: Em 2018, ela chegou a ser barrada de um evento na Casa Branca após insistir em questionamentos sobre a investigação da Rússia.

Comentando sobre o episódio desta quarta-feira, a emissora afirmou que a repórter estava apenas exercendo seu papel jornalístico e que a pergunta era legítima e relevante para as sobreviventes de abuso.

O caso reforça a tensão recorrente entre Trump e a imprensa, especialmente a CNN, alvo constante de suas críticas.

Enquanto o presidente insiste em associar jornalistas à queda de audiência e falta de credibilidade, veículos e profissionais defendem o direito de questionar autoridades sobre temas de interesse público.

Ataque a jornalista reforça padrão de confronto com repórteres mulheres

O episódio com Kaitlan Collins não é isolado. Trump tem histórico de ataques a jornalistas mulheres.

Em diferentes ocasiões, já chamou repórteres de “irritantes”, “despreparadas” e “péssimas”, interrompendo perguntas e transformando coletivas em confrontos pessoais.

Em novembro de 2025, a repórter do New York Times Katie Rodgers foi chamada de “feia por dentro e por fora” após uma reportagem sobre sinais de envelhecimento do presidente.

Pouco dias antes Trump insultou Mary Bruce, da ABC News, durante uma coletiva na Casa Branca com a presença do príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman por uma pergunta sobre o assassinato do jornalista Jamal Kashoggi.

Outro alvo recente foi Catherine Lucey, da Bloomberg, que ouviu um indelicado “Cala a boca, porquinha” ao fazer pergunta sobre os arquivos Epstein durante uma conversa de jornalistas com o presidente a bordo do Air Force One.

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