O concurso Underwater Photographer of the Year 2026 acaba de anunciar seus vencedores, e uma das surpresas é a categoria inédita dedicada a fotos feitas debaixo d’água com celulares
Para capturar cenas de paisagens aquáticas e criaturas que vivem em mares, rios e lagos sem destruir o aparelho, os fotógrafos usam capas e caixas à prova d’água (as proteções típicas de mergulho e snorkel). Em água bem rasa, no entanto, é possível até dispensar a proteção, dependendo do nível de resistência do telefone.
Mas no fim, o que decide a foto continua sendo o básico da arte da fotografia, combinando paciência, leitura de luz e senso de oportunidade.
É isso os destaques do concurso mostram: um peixe-sapo flagrado no instante certo, um tubarão que aparece de frente empurrado por uma forte corrente ou um cenário entre marés que mistura superfície e fundo do mar na mesma imagem.
Confira as melhores fotos feitas com smartphone debaixo d’água escolhidas pelos jurados
“The Roar” (Vencedor) — Jack Ho
No Estreito de Lembeh (Indonésia), um peixe-sapo camuflado é registrado no exato instante em que abre o bocão, a 15 metros de profundidade – imagem feita com celular e luz direcionada para destacar o animal.

O fotógrafo chinês Jack Ho é experiente e treinado no uso câmeras mais potentes. Nesse vídeo, ele mostra como registrou a imagem e fala de sua intenção de incentivar as pessoas também confiarem nos smartphones para fotos subaquáticas.
“The curious gaze of grey shark” (2º lugar) — Clotxa
Em Fakarava, levado pela corrente, o fotógrafo registra o encontro frontal com um tubarão-cinza — um olhar calmo e curioso captado com smartphone, sem margem para “montar” a cena.

“Intertidal world” (3º lugar) — Martin Stevens
Na costa da Cornualha, uma faixa intermediária ” entre superfície e fundo do mar reúne anêmona, algas e kelp — um teste do potencial do celular com acessórios para fotografar na água.

“Crown Gills” (Highly Commended) — Ben Sarinda
Um nudibrânquio em close, com contraluz realçando brânquias e detalhes — feito com smartphone e controle de iluminação para reduzir partículas e “sujeira” na água.

“Gray Angelfish” (Highly Commended) — Adrian Smith
Em Key Largo, um retrato sereno de peixe-anjo-cinza com contato visual e timing preciso — nas palavras do júri, um sinal de que o equipamento não precisa ser “a força dominante”.

“Reef Safe Sunblock” (Commended) — Billy Rolls
Em Hanifaru Bay (Maldivas), uma manta-raia cercada por peixes, com raios de sol bem encaixados — o júri ressalta: acertar esse tipo de luz “só com um telefone” não é simples. Mas o resultado mostra que é possível.

“Baby Shark” (Highly Commended) — Martin Stevens
Na maré baixa, na Cornualha, um filhote raro aparece bem perto do fotógrafo, em uma piscina natural na costa rochosa — o júri destaca o ponto de vista rente ao chão como algo difícil de repetir com outros sistemas.

“Travel companions” (Highly Commended) — Edwar Herreño
Na costa da Ilha do Caño (Costa Rica), um peixinho juvenil acompanha uma água-viva — foto feita com iPhone sem caixa à prova d’água, reforçando a frase do júri: “a melhor câmera é a que você tem com você”.

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