O CEO do McDonald’s, Chris Kempczinski, causou polêmica no Instagram ao publicar um vídeo comendo o novo hambúrguer da marca, o gigante Big Arch. A postagem viralizou e foi ironizada até por concorrentes.
Ao mesmo tempo em que ele elogia a novidade, classificando-a como algo “diferente de tudo no menu”, a expressão em seu rosto foi interpretada como se ele não estivesse gostando muito do enorme sanduíche, que tem mais de 1 mil calorias e foi chamado pelo jornal Washington Post de “ode ao excesso americano’.
“Isso é muito bom. Esta é uma mordida grande para um Big (grande) Arch”, afirmou, após dar uma mordida minúscula no hambúrguer, afirmando que terminaria de comer mais tarde, no almoço.
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Além de críticas ao que foi interpretado como falta de entusiasmo do CEO com o sanduíche, a forma como a comida estava arrumada, com batatas fritas milimetricamente posicionadas, também incomodou a alguns.
“Quem comeu as suas batatas?”, diz um dos comentários.
“Vocês precisam entender que estes são os melhores takes dele”, afirmou uma pessoa. “Que propaganda maravilhosa para todos os outros fast foods”, disse outro usuário. “É ótimo para a concorrência”, disse uma terceira pessoa.
Apesar de ter sido publicado em fevereiro, o vídeo só começou a gerar reações nesta semana. E elas vieram de todos os lados.
Marcas rivais aproveitaram o caos
Concorrentes da McDonald’s também aproveitaram para pegar carona na polêmica do CEO comendo o Big Arch. “Temos algo mais fresco para você morder”, afirmou um perfil da Subway em Singapura.
“De um CEO para outro: coma seu produto”, afirmou o Jack in the Box. “A gente também não conseguiu terminar”, disse, por sua vez, uma conta em nome do Burger King, uma crítica indireta ao tamanho do Big Arch.
O concorrente principal do McDonald’s foi além, publicando um vídeo do seu próprio CEO, Tom Curtis, comendo com vontade um Whopper, carro-chefe da rede.
Apesar da “coincidência”, o BK negou que o vídeo tenha sido feito em resposta a qualquer outra publicação.
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CEO realmente consome o produto que vende?
Em outra publicação feita na sua rede social, o CEO garantiu que comia os produtos da marca de três a quatro vezes por semana. “Às vezes só pego o café da manhã, às vezes o almoço. Mas uma das vantagens do trabalho é que eu posso comer muito McDonald’s.
Nem todas as pessoas, porém, acreditam nessa história.
“Ele disse que come NO McDonald’s, não disse que come a comida DO McDonald’s”, afirmou um seguidor. “Come um hambúrguer inteiro e posta o vídeo. Sem corte, porque ninguém acredita em você”, disse outro.
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Toda publicidade é boa publicidade?
O McDonald’s minimizou a polêmica envolvendo o CEO comendo hambúrguer. Em resposta ao jornal americano The New York Times, um porta-voz disse que a marca “está satisfeita com a repercussão sobre o Big Arch”. “Está superando as expectativas”, afirmou.
No Instagram do próprio McDonald’s, a empresa também parece ter entrado na onda. Ela publicou uma foto em alta resolução do lanche, com o texto: “Dê uma mordida no nosso novo produto”. “Não acredito que eles aprovaram isso”, diz a legenda da publicação.
Outra peça publicitária causou polêmica em 2025
Esta não é a primeira vez em que o McDonald’s dá um tiro pela culatra com publicidade pelo mundo. Em dezembro do ano passado, a empresa dos arcos dourados fez uma propaganda com IA pintando o Natal como uma época terrível e incentivando moradores da Holanda a escaparem das festas comendo hambúrguer na sua loja.
A peça polêmica do McDonald’s mostrava um cenário de caos no período do fim do ano. Aparecem nas imagens acidentes com árvores e luzes, Papai Noel estressado no trânsito e até um incêndio na mesa de jantar. No final da peça, porém, o contraponto: ao entrar no McDonald’s tudo está calmo e feliz.
A gerente de marketing da rede, Karin van Prooijen, explicou posteriormente o conceito da campanha: “Dezembro é um mês em que todos ficam muito ocupados. Queremos dar às pessoas algo para esperar a cada dia, não apenas nas datas de pico tradicionais, e esta campanha traz essa ideia à vida de uma nova maneira.”
A justificativa, porém, não colou: a McDonald’s tirou a peça do ar em três dias. À BBC News, a empresa afirmou que o momento serviu como “um aprendizado importante” e enquanto explorava “o uso efetivo de IA”.
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