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Reputação

Prisão do ex-príncipe Andrew foi boa ou ruim para a monarquia? Veja o dizem os súditos em nova pesquisa

Instituto YouGov apurou que quase a metade dos britânicos acha que a detenção do ex-príncipe prejudica a família real

Rainha Elizabeth e príncipe Andrew

Elizabeth II e príncipe Andrew no Palácio de Buckingham admiram o show aéreo Troop the Colors, em 2019, ano em que ele começou a cair em desgraça (divulgação The Royal Family)



Considerado por muitos como o filho preferido da rainha Elizabeth II, o ex-príncipe Andrew perdeu títulos e a casa onde morava, mas as medidas são vistas por uma parcela significativa do público como lentas, enquanto o movimento republicano pede transparência e responsabilização.


A prisão do ex-príncipe Andrew na quinta-feira (19), acusado de má conduta quando ocupava uma função pública por supostamente ter compartilhado documentos sigilosos com Jeffrey Epstein, lançou a monarquia britânica em uma crise considerada por analistas e historiadores como sem precedentes na história recente – e os súditos parecem concordar com isso, segundo uma nova pesquisa do instituto YouGov.

Quase a metade dos britânicos entrevistados (46%) acha que a detenção de Andrew, oitavo na linha de sucessão ao trono, foi ruim para a família real, enquanto apenas 20% acham que foi boa.

Outro dado da nova pesquisa é que 12% do público está ainda em dúvida sobre se a prisão foi boa ou ruim – e quando eles formarem sua opinião, a percepção negativa sobre os últimos acontecimentos pode ser ainda maior. Um total de 22% dos entrevistados acham que a detenção não é boa nem ruim.

Entre pessoas na faixa de 50 a 64 ano, a percepção de que o mais recente capítulo da saga envolvendo o ex-duque de York e Epstein prejudica a monarquia sobe para 49%.

Esse grupo etário viveu a época áurea do reinado de Elizabeth em que os escândalos se limitavam a brigas conjugais e separações ruidosas como a de Charles e Diana, ou a morte da princesa em um acidente em Paris.

Críticas e defesas da imagem da monarquia após prisão de Andrew

Os defensores da posição da monarquia destacam a posição do rei Charles III, que divulgou uma nota após a prisão de Andrew assegurando apoio às investigações e afirmando que a lei deve seguir seu curso.

Os críticos, como o movimento republicano, têm lançado críticas pesadas sobre um possível acobertamento dos atos de Andrew, que dificilmente teriam passado despercebidos pelos integrantes da família.

Embora a rainha Elizabeth II, falecida em 2022,  ainda seja idolatrada no país, sua suposta preferência por Andrew tem sido lembrada como um sinal de que ela pode ter tomado a decisão de preservá-lo.

Em outra enquete, realizada em outubro depois que Charles III retirou o título de príncipe do irmão – bem antes dos novos documentos e fotos do caso Epstein se tornarem públicos – 58% dos súditos já achavam que o rei estava demorando para agir.

Essa percepção foi reforçada na primeira semana de fevereiro, quando 51% declararam ao YouGov que Charles deveria ter feito mais para condenar o irmão, e apenas 2% consideraram que o monarca deveria protegê-lo.

Mesmo antes da prisão, popularidade de Andrew já era a mais baixa da realeza

A mais recente pesquisa de opinião sobre a imagem de integrantes da família real do YouGov foi realizada no início de janeiro.

Naquele momento, apenas 3% dos britânicos disseram ter uma visão positiva de Andrew Mountbatten-Windsor, o menor número já registrado, com 90% do público declarando opinião desfavorável sobre o ex-duque de York.

Outra pesquisa realizada pelo YouGov na semana passada revelou que 82% dos britânicos apoiam a remoção de Andrew da linha de sucessão real.

Em outras enquetes realizadas em  outubro e novembro do ano passado, 80% dos britânicos apoiaram a remoção de seu status como Duque de York, 79% apoiaram a retirada de seu título de Príncipe e 76% aprovaram a remoção de seu posto militar de vice-almirante.

William e Kate seguem como os mais populares da realeza, e Charles está em quarto lugar

Na pesquisa de janeiro, o príncipe William e sua mulher, Kate Middleton, continuam ocupando o lugar de mais admirados entre os membros da realeza, com cerca de três quartos dos britânicos (74-77%) vendo-os sob uma perspectiva favorável.

A positividade também é alta em relação à princesa Anne, irmã do rei, com 70% do público tendo uma boa opinião sobre ela.

Charles III aparece em quarto lugar, com seis em cada dez britânicos (60%) aprovando-o, aproximadamente o dobro dos 31% que o veem desfavoravelmente.


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