A prisão do ex-príncipe Andrew na quinta-feira (19), acusado de má conduta quando ocupava uma função pública por supostamente ter compartilhado documentos sigilosos com Jeffrey Epstein, lançou a monarquia britânica em uma crise considerada por analistas e historiadores como sem precedentes na história recente – e os súditos parecem concordar com isso, segundo uma nova pesquisa do instituto YouGov.
Quase a metade dos britânicos entrevistados (46%) acha que a detenção de Andrew, oitavo na linha de sucessão ao trono, foi ruim para a família real, enquanto apenas 20% acham que foi boa.
Outro dado da nova pesquisa é que 12% do público está ainda em dúvida sobre se a prisão foi boa ou ruim – e quando eles formarem sua opinião, a percepção negativa sobre os últimos acontecimentos pode ser ainda maior. Um total de 22% dos entrevistados acham que a detenção não é boa nem ruim.
Entre pessoas na faixa de 50 a 64 ano, a percepção de que o mais recente capítulo da saga envolvendo o ex-duque de York e Epstein prejudica a monarquia sobe para 49%.
Esse grupo etário viveu a época áurea do reinado de Elizabeth em que os escândalos se limitavam a brigas conjugais e separações ruidosas como a de Charles e Diana, ou a morte da princesa em um acidente em Paris.
Críticas e defesas da imagem da monarquia após prisão de Andrew
Os defensores da posição da monarquia destacam a posição do rei Charles III, que divulgou uma nota após a prisão de Andrew assegurando apoio às investigações e afirmando que a lei deve seguir seu curso.
Os críticos, como o movimento republicano, têm lançado críticas pesadas sobre um possível acobertamento dos atos de Andrew, que dificilmente teriam passado despercebidos pelos integrantes da família.
Embora a rainha Elizabeth II, falecida em 2022, ainda seja idolatrada no país, sua suposta preferência por Andrew tem sido lembrada como um sinal de que ela pode ter tomado a decisão de preservá-lo.
Em outra enquete, realizada em outubro depois que Charles III retirou o título de príncipe do irmão – bem antes dos novos documentos e fotos do caso Epstein se tornarem públicos – 58% dos súditos já achavam que o rei estava demorando para agir.
Essa percepção foi reforçada na primeira semana de fevereiro, quando 51% declararam ao YouGov que Charles deveria ter feito mais para condenar o irmão, e apenas 2% consideraram que o monarca deveria protegê-lo.
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Mesmo antes da prisão, popularidade de Andrew já era a mais baixa da realeza
A mais recente pesquisa de opinião sobre a imagem de integrantes da família real do YouGov foi realizada no início de janeiro.
Naquele momento, apenas 3% dos britânicos disseram ter uma visão positiva de Andrew Mountbatten-Windsor, o menor número já registrado, com 90% do público declarando opinião desfavorável sobre o ex-duque de York.
Outra pesquisa realizada pelo YouGov na semana passada revelou que 82% dos britânicos apoiam a remoção de Andrew da linha de sucessão real.
Em outras enquetes realizadas em outubro e novembro do ano passado, 80% dos britânicos apoiaram a remoção de seu status como Duque de York, 79% apoiaram a retirada de seu título de Príncipe e 76% aprovaram a remoção de seu posto militar de vice-almirante.
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William e Kate seguem como os mais populares da realeza, e Charles está em quarto lugar
Na pesquisa de janeiro, o príncipe William e sua mulher, Kate Middleton, continuam ocupando o lugar de mais admirados entre os membros da realeza, com cerca de três quartos dos britânicos (74-77%) vendo-os sob uma perspectiva favorável.
A positividade também é alta em relação à princesa Anne, irmã do rei, com 70% do público tendo uma boa opinião sobre ela.
Charles III aparece em quarto lugar, com seis em cada dez britânicos (60%) aprovando-o, aproximadamente o dobro dos 31% que o veem desfavoravelmente.
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