O Centro de Pesquisa de Bem-Estar da Universidade de Oxford divulgou o ranking da felicidade 2026, mantendo países nórdicos — Finlândia, Islândia e Dinamarca — nas primeiras colocações entre os países avaliados. O Brasil aparece em 32º lugar na lista, a mesma posição ocupada no ano passado.
A surpresa deste ano foi a subida da Costa Rica para a quarta posição no ranking, a classificação mais alta de um país da América Latina.
Depois dela, os países em que a população se declara mais feliz são Suécia, Noruega, Holanda, Israel, Luxemburgo e Suíça. Afeganistão, Serra Leoa, Malawi e Zimbábue aparecem entre as nações mais infelizes.

Mídias sociais e a felicidade dos jovens
Em 2026, os pesquisadores chamaram a atenção para o papel das mídias sociais, estudando de forma direta, por meio de análises detalhadas, como elas interferem na felicidade, sobretudo entre os jovens.
O estudo concluiu que essa relação existe, mas não se manifesta da mesma forma em todo o mundo. E nem todas as plataformas têm efeito negativo sobre a felicidade.
Plataformas projetadas para facilitar conexões sociais, como o WhatsApp, mostram uma associação positiva com a felicidade, enquanto aquelas impulsionadas por conteúdo selecionado por algoritmos, como Instagram, tendem a apresentar uma associação negativa quando usadas em excesso.
Os dados mostram um bem-estar juvenil significativamente maior em países onde se passa mais tempo usando a internet para se comunicar, e um bem-estar juvenil menor em países com maior média de horas de uso de mídias sociais.
A região também faz diferença. Os países latino-americanos combinam altos níveis de uso das mídias sociais com alto bem-estar entre os jovens, enquanto os países de língua inglesa mostram um bem-estar juvenil mais baixo, algo que seus padrões bastante típicos de uso da internet podem ajudar a explicar.
Como é calculado o Índice da Felicidade
O World Happiness Report é a principal publicação do mundo sobre bem-estar global, combinando dados de mais de 140 países.
Criado em 2012, o ranking é sempre divulgado na véspera do Dia Mundial da Felicidade, em 20 de março.
Ele é elaborado pelo Centro de Pesquisa de Bem-Estar da Universidade de Oxford em parceria com o instituto Gallup e a Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável da ONU.
A equipe de pesquisadores avalia o nível de felicidade das pessoas e sua percepção sobre a qualidade de vida com base em entrevistas. Também analisa fatores que interferem nesse bem-estar, como a situação econômica do país, a saúde, o sentimento de liberdade, a generosidade da população e a percepção sobre corrupção.
Na pesquisa com o público, é feita apenas uma pergunta:
“Imagine uma escada com degraus numerados de 0 na parte inferior a 10 no topo. O topo da escada representa a melhor vida possível para você, e a parte inferior da escada representa a pior vida possível para você. Em qual degrau da escada você diria que, pessoalmente, sente que está neste momento?”
As respostas são avaliadas e comparadas com outras pesquisas, além de servirem de base para análises aprofundadas sobre temas específicos, como as mídias sociais
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