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8 dados que explicam como os jovens se informam, segundo o Instituto Reuters

Centro de estudos de jornalismo em Oxford investigou os hábitos de consumo de notícias de jovens no Digital News Report 2026

Mulher jovem de costas vendo celular

Foto: Hitesh Choudhary / Unsplash




A forma como os jovens se informam mudou de lugar, de ritmo e de linguagem. A notícia já não aparece apenas no site, no aplicativo, no jornal impresso ou no telejornal.

Ela circula no vídeo curto, no feed, no comentário, no podcast, no perfil de criadores e, mais recentemente, em ferramentas de inteligência artificial.

Um relatório do Reuters Institute for the Study of Journalism, da Universidade de Oxford, ajuda a mapear essa mudança entre jovens de 18 a 24 anos. A pesquisa reúne dados de estudos feitos ao longo de mais de uma década, com base especialmente no Digital News Report.

1. 39% têm as redes sociais como principal fonte de notícias

Na pesquisa deste ano, 39% dos jovens de 18 a 24 anos disseram que as redes sociais eram sua principal fonte de notícias. Em 2015, esse índice era de 21%. No mesmo período, sites e aplicativos de notícias caíram de 36% para 24% como principal fonte.

O dado resume uma mudança importante no modo como os jovens se informam. Em dez anos, esse grupo passou de um padrão mais centrado em sites e aplicativos para outro mais ligado às plataformas sociais.

2. Só 14% chegam às notícias indo direto a sites ou apps jornalísticos

O acesso direto a sites e aplicativos jornalísticos tem peso menor entre jovens. No relatório de 2026, apenas 14% dos jovens de 18 a 24 anos disseram que sua principal forma de acessar notícias online era ir diretamente a um site ou aplicativo de notícias.

O caminho mais comum foi outro: 40% disseram chegar às notícias pelas redes sociais, e 26%, por mecanismos de busca. Entre pessoas com 55 anos ou mais, o acesso direto foi citado por 28%.

3. 64% se informam diariamente

A frequência ainda é alta, mas menor do que entre os mais velhos. Segundo o levantamento, 64% dos jovens de 18 a 24 anos acessam notícias diariamente. Entre pessoas com 55 anos ou mais, a proporção chega a 87%.

O Reuters Institute observa que, entre jovens, o contato com notícias tende a ser menos intencional e mais incidental. Muitas vezes, a notícia aparece enquanto eles estão nas plataformas por outros motivos.

4. 35% dizem ter muito ou extremo interesse por notícias

O interesse declarado por notícias também varia por idade. Na pesquisa que embasou o relatório deste ano, 35% dos jovens de 18 a 24 anos disseram ser “muito” ou “extremamente” interessados por notícias. Entre pessoas com 55 anos ou mais, o índice foi de 52%.

A pesquisa aponta que os jovens tendem a ter uma definição mais ampla do que conta como notícia. Além de temas tradicionais, como política, economia, crime e negócios, aparecem assuntos ligados à vida cotidiana, cultura, entretenimento, saúde mental, ciência, tecnologia e temas sociais.

5. 42% dizem sentir cansaço com as notícias

O relatório mostra que 42% dos jovens dizem evitar notícias “às vezes” ou “com frequência”, um índice semelhante ao de outros grupos etários. Em vez de tratar o dado apenas como falta de interesse, a pesquisa associa esse comportamento à fadiga de notícias.

A principal razão, em todas as idades, é a percepção de que as notícias são deprimentes. Entre jovens, o relatório também destaca motivos como achar que as notícias não parecem relevantes para sua vida ou que são difíceis de entender.

6. Instagram, YouTube e TikTok superaram o Facebook entre jovens

A plataforma usada para se informar também mudou. Em 2014, 47% dos jovens de 18 a 24 anos usavam o Facebook semanalmente para notícias. Agora, esse número caiu para 16%.

No mesmo recorte, Instagram, YouTube e TikTok aparecem à frente do Facebook – 30% dos jovens usavam o Instagram semanalmente para notícias, 23% usavam o YouTube e 22% usavam o TikTok.

7. 51% prestam mais atenção em criadores individuais do que em marcas jornalísticas

Nas redes sociais e plataformas de vídeo, a atenção dos jovens se divide entre marcas jornalísticas e pessoas. Segundo o relatório, 51% dos jovens de 18 a 24 anos dizem prestar mais atenção a criadores individuais de notícias, enquanto 39% dizem prestar mais atenção a marcas tradicionais de jornalismo.

Esse dado mostra como a informação passou a circular também por perfis pessoais, apresentadores independentes, especialistas, comentaristas e criadores que traduzem ou contextualizam acontecimentos em linguagem própria.

8. 15% usam IA semanalmente para acessar notícias

A inteligência artificial já aparece na rotina informativa dos jovens. No levantamento deste ano, 15% das pessoas de 18 a 24 anos disseram usar IA semanalmente para acessar notícias. Entre pessoas com 55 anos ou mais, o índice foi de 3%.

A pesquisa também indica que jovens recorrem a chatbots para entender notícias complexas. Entre os jovens que usam esse tipo de ferramenta para notícias, 48% disseram usar IA para tornar uma notícia mais fácil de compreender.


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