A revolução tecnológica tem transformado profundamente a maneira como as empresas se comunicam com seus públicos. Nesse contexto, a Inteligência Artificial (IA) emergiu como uma ferramenta fundamental na otimização da comunicação corporativa, capacitando as empresas a se envolverem de maneira mais eficaz com seus diferentes públicos.
No universo corporativo, está moldando a forma como as empresas se relacionam com clientes, parceiros e colaboradores, abrindo portas para um novo patamar de engajamento e eficácia.
Aquela visão futurística, estigmatizada por filmes de uma utopia associada à IA, caiu por terra quando constatamos a presença de ferramentas que, há muito, fazem parte do nosso cotidiano, mas que, agora, atingiram um estágio de evolução e expansão sem precedentes.
IA na comunicação corporativa
Um dos principais pilares da comunicação corporativa é o atendimento ao cliente. A IA tem permitido às empresas criar sistemas de atendimento automatizados, como chatbots, que podem responder instantaneamente a perguntas frequentes, direcionar os clientes a informações corretas ou até mesmo solucionar problemas básicos.
A personalização da mensagem é outro alicerce da comunicação corporativa bem-sucedida. A inteligência artificial possibilita que as empresas coletem e analisem dados sobre clientes, a fim de criar mensagens altamente personalizadas.
O que não apenas aumenta a eficácia da comunicação, como fortalece o relacionamento com o cliente, por meio da otimização do sentimento de compreensão e valorização individuais.
Disruptiva e transformadora, a Inteligência Artificial definitivamente mudou e continuará mudando o mundo e a forma como nos comunicamos. Mas o potencial máximo dela está longe de ser alcançado.
Segundo a McKinsey, até 2030, a tecnologia vai evoluir o suficiente para automatizar 50% dos trabalhos existentes, o que denota um processo constante e contínuo de transformação ao qual teremos que nos adaptar.
Leia também | Uso da IA em planejamento e medição de resultados pode tornar discussões sobre reputação menos abstratas
Como conciliar as ‘inteligências’ artificial e natural
O grande desafio é a forma como conciliamos as ferramentas – artificial e natural. Ou melhor, as inteligências. Precisamos usá-las de forma consciente e ética, ancorados em uma política clara de comunicação.
A automação excessiva pode implicar na perda da dimensão humana, vital, sob diferentes aspectos, na comunicação.
Ainda que possua habilidades de atualização e aprendizado muito superiores às dos seres humanos, emulando a capacidade de raciocínio e compreensão de ideias, sistemas de inteligência artificial para busca e edição de ideias e textos são incapazes de planejar, interpretar ou aprender a partir de experiências.
Em síntese: a tecnologia não adquire competências; apenas aprimora a linguagem E é neste ponto que a comunicação e os profissionais que a fomentam desempenham papel indispensável.
Leia também | ChatGPT, Bard e jornalismo: especialistas analisam a IA na mídia e riscos como desemprego e ‘alucinações’
As empresas que se destacarão na era dos modelos de linguagem natural são as que conseguirem treinar seus próprios modelos de GPTs, transformando-os em ferramentas especializadas no âmbito de sua atuação, e não aquelas que apenas os empregarem de modo mecânico e automatizado.
Isso porque, se, antes, a inteligência artificial era utilizada apenas para automação e otimização de anúncios, agora, envolve também o desenvolvimento de conteúdos de comunicação.
A IA é uma ferramenta poderosa que, quando usada com sabedoria, pode impulsionar o sucesso da comunicação corporativa no mundo dos negócios.
Este artigo faz parte do Especial ‘Os desafios da ESG na era da Inteligência Artificial‘
Leia aqui a edição completa.