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Eurovision 2026

Com protestos contra Israel e Finlândia como favorita, Eurovision escolhe seu vencedor hoje; veja como assistir

Competição chega à sua 70ª edição com boicote de cinco países contra a presença de Israel e dupla finlandesa apontada como uma das favoritas

Dupla finlandesa Linda Lampenius e Pete Parkkonen é apontada como a favorita na final do Eurovision 2026 Foto: Reprodução de vídeo




Sob segurança reforçada e marcado por polêmicas, o Eurovision Song Contest 2026 chega à sua final hoje, com transmissão para milhões de espectadores. O Brasil pode assistir via YouTube.

Neste ano, o evento, que já revelou nomes como Celine Dion e ABBA, comemora a sua 70ª edição e é sediado em Viena, na Áustria. Entre os favoritos estão uma dupla finlandesa, um jovem cantor grego e uma atriz e cantora australiana.

A votação para escolher quem é o melhor não é restrita aos países participantes e pode ser feita por espectadores de outras nações, incluindo o Brasil.

Final tem 25 apresentações

Cinco nações estão sempre qualificadas para a final do Eurovision: Alemanha, Reino Unido, Itália e França e Espanha.  Isso acontece porque os canais públicos desses países são os maiores investidores do evento.

Mas a Espanha está fora este ano por ter decidido boicotar o Eurovision devido à participação de Israel, junto com Islândia, Irlanda, Eslovênia e Holanda.

Além disso, o país que sedia a competição, que neste ano foi a Áustria, também garantiu a sua vaga direta.

A Áustria ganhou o direito de sediar o Eurovision porque foi vencedora da edição passada com o cantor JJ, que apresentou a música Wasted Love.

Nas semifinais, 20 finalistas se qualificam para a grande final. Em 2026, os qualificados foram: Albânia, Austrália, Bélgica, Bulgaria, Chipre, Croácia, Dinamarca, Finlândia, Grécia, Israel, Lituânia, Malta, Moldávia, Polônia, Sérvia, Suécia, Romênia, Tchéquia, Ucrânia e Noruega.

Brasileiros podem assistir e votar

A final do Eurovision é transmitida não só pelas emissoras públicas, mas também pela internet para o resto do mundo. Neste ano, a final do evento será transmitido no canal oficial do Eurovision no YouTube, neste link. 

Cada morador de um país participante tem direito a usar 10 votos da forma que quiser. Aqueles que quiserem votar fora desses países também podem fazer isso pela internet, mas vão precisar desembolsar um pouco mais.

Cada voto custa 0,99 euros, equivalente a R$ 5,85, e pode ser comprado pelo site do Eurovision.

Finlândia é favorita

Assim como muitos eventos, a final do Eurovision movimenta as casas de apostas na Europa. De acordo com os mercados de previsão, a dupla Linda Lampenius e Pete Parkkonen, da Finlândia, é a favorita, com 37% de chances de ganhar.

Pete é um cantor de 36 anos e Linda é uma violinista de 56. Os dois têm carreiras populares na Finlândia e apresentaram a música Liekinheitin, cantada totalmente em finlandês, ao contrário de alguns concorrentes que misturaram suas línguas nativas com o inglês.

Com 11% de chances segundo o mercado de apostas, o segundo e o terceiro lugar dos favoritos estão empatados entre Grécia e Austrália.

Enquanto a Austrália tem como representante uma famosa atriz dos anos 2000, a Grécia levou à competição um artista de 27 anos, que cantava em cruzeiros até o ano passado.

Com a música “Ferto” (Manda ver, em grego), Akylas mistura a música eletrônica com ritmos tradicionais gregos. Assim como no caso dos finlandeses, a música dele está na língua materna.

Já Delta Goodrem, da Austrália, apostou em uma balada mais tradicional na competição. Ela ficou famosa no país da Oceania quando ainda era adolescente e participou da série “Neighbours”, se dedicando à carreira de cantora e emplacando baladas famosas nas últimas décadas.

Israel: um polêmico finalista

Fora dos favoritos, o país que causou a maior polêmica pela sua participação no Eurovision foi Israel. Com a canção “Michelle”, Noam Bettan misturou hebraico com inglês e francês e foi classificado para a final no primeiro dia de apresentações.


Quando entrou no palco, o cantor ouviu algumas vaias e gritos de “parem o genocídio”, em contraste com bandeiras israelenses que apareciam na plateia.

Seguranças escoltaram ao menos duas pessoas que protestaram contra a apresentação de Israel para fora do Wiener Stadthalle.

Os protestos contra Israel não aconteceram só por parte da audiência. Cinco países — Espanha, Irlanda, Holanda, Eslovênia e Islândia — decidiram boicotar a edição deste ano contra a manutenção do país entre os competidores, em meio à guerra na Faixa de Gaza.

Além do boicote, três países — Espanha, Irlanda e Eslovênia — também cancelaram as transmissões do Eurovision nos seus canais publicos.

Áustria teve protestos contra genocídio

Nesta sexta-feira (15), véspera da final do Eurovision, manifestantes foram às ruas para relembrar o Dia de Nakba, que marca a retirada de palestinos do seu território após a criação de Israel. Durante o evento, eles criticaram a presença de Israel na competição.

“Esta celebração serve para contrariar o Eurovision e a normalização dos crimes de guerra”, afirmou uma das manifestantes ao jornal The Standard.

A tensão na região fez com que o perímetro de segurança fosse reforçado. Nenhum dos protestos aconteceu perto do Wiener Stadthalle e um plano de contenção de 400 páginas está em vigor.

Entre as medidas de segurança estão instalação de detectores de metais, a presença de cães farejadores e uma política de proibição de malas. Até mesmo para as pequenas bolsas estão proibidas na entrada do estádio.

De acordo com a Embaixada dos Estados Unidos em Viena, agentes do FBI auxiliam as autoridades locais na defesa contra ameaças.

Manifestações políticas proibidas

Apesar dos cancelamentos envolvendo Israel, mensagens políticas durante o concurso estão proibidas, de acordo com as regras da União Europeia de Radiodifusão (EBU).

Um dos exemplos mais recentes foi em 2023, quando o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky pediu para enviar uma mensagem em vídeo durante a final. A EBU recusou o pedido, afirmando que o Eurovision não era plataforma política.

Curiosamente, naquele mesmo ano, a Ucrânia venceu com uma canção que trazia alusões à resistência na guerra contra a Rússia.

Apesar de não estar entre os favoritos nas apostas, Israel deve ganhar muitos votos do público em 2026. No ano anterior, foi a votação popular que levou a candidata Yuval Raphael à segunda colocação, mesmo com sua baixa avaliação entre os juízes. Isso gerou críticas e acusações de manipulação de votos por parte de outros países.

Competição está na sua 70ª edição

O Eurovision acontece anualmente desde 1956. A única exceção para o show foi em 2020, quando a pandemia de covid-19 cancelou a competição.


Cada país participante faz festivais internos e escolhe uma canção inédita para competir. A organização dos festivais fica a cargo das emissoras públicas de cada nação.

As semifinais e a grande final são megashows transmitidos para todo o mundo, com milhões de espectadores. A escolha do vencedor acontece por uma combinação do voto de jurados e do público.

Mesmo sendo uma competição concorrida, o Eurovision não tem uma premiação em dinheiro para seus vencedores.

O vencedor ganha um microfone de vidro como troféu e os próprios países escolhem como recompensar os seus artistas. Em alguns casos, os vencedores ganham patrocínios estatais ou honrarias do estado, assim como vencedores olímpicos.


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