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Fora do pool

Casa Branca volta a barrar CNN do pool da cobertura de Trump em meio a disputa judicial contra restrições

CNN, MS NOW e Politico processaram o governo Trump após terem credenciais de acesso à Casa Branca suspensas

Donald Trump com jornalistas no Salão Oval

TVs se revezam na cobertura de atos do presidente como solenidades no Salão Oval por limitação de espaço (foto: Trump TV)




A CNN voltou a ser retirada da escala de revezamento das TVs que acompanham o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em mais um capítulo da disputa entre a emissora e a Casa Branca pelo acesso de jornalistas à cobertura presidencial.

A emissora estava escalada para fazer a cobertura da viagem de Trump ao Texas e Oklahoma na quinta-feira (1º), mas deixou de constar da orientação posteriormente distribuída pela Casa Branca.

Uma porta-voz da CNN confirmou a retirada, sem fazer comentários.

Em seu lugar entrou a Real America’s Voice, rede alinhada ao governo. Mas embora as imagens tenham sido oferecidas às demais emissoras, dentro das regras do pool, as grandes redes não as utilizaram.

Foi a segunda vez em poucos dias que a Casa Branca impediu a CNN de cumprir uma escala do pool.

No sábado anterior, o governo também barrou a rede do Air Force One durante uma viagem presidencial ao Tennessee.

Ao mesmo tempo, o governo criou um canal para divulgar imagens diretamente, batizado de Trump TV.

Disputa continua após decisão judicial

O novo bloqueio ocorreu depois de uma decisão do juiz federal Timothy Kelly determinar a restauração temporária das credenciais de jornalistas da CNN, MS NOW e Politico.

Os três veículos recorreram à Justiça depois que seus jornalistas tiveram as credenciais desativadas. Eles alegam que foram punidos pelo conteúdo de sua cobertura e que as restrições violam a Primeira Emenda da Constituição americana.

A ordem judicial, emitida em 24 de setembro, vale por 14 dias e determina a reativação dos chamados hard passes, usados para entrar no complexo da Casa Branca.

A decisão, porém, não define claramente quem deve integrar o pool de televisão nem quem tem direito a viajar no Air Force One.

Ela determina especificamente a devolução das credenciais enquanto o processo continua.

Casa Branca defende poder de limitar acesso

O governo discorda da argumentação de que as restrições estejam em desacordo com a Primeira Emenda da Constituição.

A Casa Branca afirmou que o direito de publicar é protegido pela Primeira Emenda, mas que isso não garante a um veículo uma credencial permanente, um lugar na sala de imprensa ou participação no pool presidencial, que seria um privilégio e não um direito.

A White House Correspondents’ Association, que representa jornalistas que cobrem a Presidência, contesta essa posição.

A entidade afirmou que retirar o acesso de veículos com base no conteúdo de sua cobertura viola a Primeira Emenda e se juntou a dezenas de organizações de mídia em uma manifestação apresentada à Justiça em apoio aos três veículos.

A Repórteres Sem Fronteiras também condenou as restrições, afirmando que elas prejudicam o sistema de cobertura compartilhada usado para distribuir imagens independentes das atividades presidenciais.

Os três veículos pediram agora uma liminar que mantenha seu acesso enquanto o processo estiver em andamento.


 

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