A fundação Sarah’s Trust anunciou nesta segunda-feira (2) o encerramento de suas atividades, na esteira da revelação de novos emails constrangedores entre Sarah Ferguson e o pedófilo Jeffery Epstein.
Criada pela ex-duquesa de York, que foi casada com o então príncipe Andrew, a entidade atuava em mais de 20 países com projetos de educação, saúde, resposta a crises humanitárias e iniciativas ambientais.
O fechamento, comunicado dias após a divulgação de mais e-mails que expõem a proximidade entre Ferguson Epstein, é mais um baque na reputação da realeza britânica, que mesmo se mantendo oficialmente distante do escândalo é afetada por denúncias envolvendo dois de seus membros relacionadas a fatos que ocorreram quando eles ainda faziam parte do núcleo familiar.
A ex-duquesa já havia sido afastada dos conselhos de diversas organizações beneficentes que integrava depois que a proximidade se tornou evidente.
Encerramento da ONG de Sarah Ferguson coincide com novos emails de Epstein
Embora o comunicado oficial afirme que a decisão vinha sendo discutida “há meses”, a coincidência com a liberação dos chamados Epstein files indica que o novo pacote de documentos foi a pá de cal na entidade, que depende de apoiadores para realizar projetos.
Os documentos, divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, reúnem milhões de páginas de registros que detalham e-mails e transações financeiras envolvendo figuras ligadas a Epstein.
Entre os conteúdos mais comentados estão mensagens em que Sarah Ferguson se refere ao financista condenado como “irmão” e “lenda”, além de escrever “Just marry me” (“Case comigo”).
As mensagens sugerem uma relação de intimidade que causou constrangimento público e familiar. Segundo o jornal britânico Metro, as princesas Beatrice e Eugenie teriam ficado “mortificadas” ao ler os e-mails da mãe.
Visitas, dinheiro e constrangimento familiar
Os arquivos também revelam que a duquesa visitou Epstein em 2009, pouco após sua saída da prisão na Flórida, acompanhada das filhas.
Além disso, foi identificada uma transferência de aproximadamente €109 mil para Ferguson, registrada como “venda de ações”, mas interpretada como um apoio financeiro pessoal.
De acordo com relatos, diversas instituições já haviam cortado laços com a fundação nos meses anteriores, após a divulgação de mensagens menos comprometedoras. As novas revelações ampliaram a pressão sobre a ex-esposa do ex-príncipe Andrew, que perdeu todos os títulos por decisão do rei Charles III.
Impacto sobre o legado da Sarah’s Trust
O casamento de Sarah Ferguson, carinhosamente apelidada de Fergie, com o príncipe Andrew parecia mais um conto de fadas da realeza britânica, como o do então príncipe Charles e Lady Diana.
A união durou pouco, mas os dois mantiveram a proximidade e viviam na mesma residência, nos domínios do Castelo de Windsor. E eram vistos frequentemente juntos em solenidades e até eventos familiares.
Sarah tentou se reinventar como escritora de livros infantis e pessoa dedicada a atividades beneficentes voltadas para crianças.
Durante seus anos de operação, a Sarah’s Trust diz ter firmado parcerias com mais de 60 organizações e distribuiu mais de 150 mil pacotes de ajuda durante a pandemia de COVID‑19.
Projetos em países como Gana também incluíram iniciativas educacionais e de saúde, além de campanhas ambientais e apoio à Ucrânia.
O encerramento abrupto da fundação, sem menção direta ao escândalo nos canais oficiais, evidencia o impacto reputacional das novas revelações.
Os novos documentos também incluem imagens constrangedoras do então duque de York, aumentando o desconforto para a monarquia.
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