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Bolsa de jornalismo investigativo Sir Harry Evans abre inscrições para jornalistas em início de carreira

Fellowship criado em memória do editor britânico oferece salário de cerca de R$ 30 mil por mês, mentoria da Reuters e apoio da Durham University

Harold Evans, jornalista homenageado em bolsa para jovens profissionais

Harold Evans (foto: Wikimedia Commons)




A bolsa de jornalismo investigativo Sir Harry Evans Global Fellowship está com inscrições abertas até 10 de julho para jornalistas em início de carreira interessados em desenvolver uma investigação de impacto internacional.

O programa dura nove meses e oferece salário mensal de cerca de £4.444, o equivalente a aproximadamente R$ 30 mil, além de auxílio para custos de vida, apoio para viagem, mentoria editorial e acesso a pesquisadores da Durham University, na Inglaterra.

A Sir Harry Evans Global Fellowship in Investigative Journalism é organizada pela Durham em parceria com a Reuters e a jornalista Tina Brown, viúva de Sir Harry Evans, um lendário jornalista britânico que morreu em 2020.

A proposta é apoiar reportagens investigativas baseadas em apuração rigorosa, evidências documentais e interesse público.

Quem pode se candidatar

A bolsa é voltada a jornalistas em início de carreira, normalmente com dois a cinco anos de experiência profissional. A chamada é internacional e aceita candidaturas de profissionais de qualquer país, inclusive do Brasil.

Também podem ser considerados candidatos que não estejam atualmente em uma redação, mas tenham experiência relevante em investigação, como autores, pesquisadores, documentaristas ou profissionais ligados a publicações de direitos humanos.

A pessoa selecionada precisará cumprir as exigências migratórias do país onde o fellowship for realizado. O programa também incentiva candidaturas de pessoas pertencentes a grupos historicamente sub-representados no jornalismo.

O que a bolsa oferece

O fellow será contratado pela Durham University e desenvolverá seu projeto investigativo com acompanhamento editorial da Reuters ou de outro parceiro indicado pelo programa.

A bolsa inclui salário mensal de cerca de £4.444, aproximadamente R$ 30 mil, equivalente a cerca de £53.333 por ano, ou R$ 361 mil.

Também há auxílio mensal de £1.250, cerca de R$ 8,5 mil, para custos de vida e pagamento único de £1.800, cerca de R$ 12,2 mil, para viagem e despesas relacionadas.

Se o candidato selecionado já trabalhar em uma organização de mídia e precisar se afastar temporariamente, a Durham University pode pagar até £12.000, cerca de R$ 81 mil, ao empregador atual para ajudar a cobrir custos de substituição, conforme os termos do programa.

Os valores em reais são aproximados e variam conforme o câmbio.

Como se candidatar

A candidatura deve ser feita em inglês. O principal item da seleção é a proposta de investigação, que deve explicar qual é a história, por que ela importa, qual é a abordagem original, como a apuração será conduzida e qual impacto público a reportagem pode ter.

A inscrição também exige declaração pessoal, currículo, amostras de trabalhos publicados e carta de recomendação.

Para candidatos brasileiros, é importante contextualizar a pauta para um comitê internacional. Isso significa explicar a relevância pública do tema, indicar fontes e documentos possíveis e demonstrar que a investigação é viável dentro do período da bolsa.

Quem foi Sir Harry Evans

O fellowship homenageia Sir Harry Evans, um dos jornalistas britânicos mais influentes do século 20. Ele foi editor do The Northern Echo, do The Sunday Times e do The Times, e ficou conhecido por reportagens e campanhas investigativas de interesse público.

Entre seus trabalhos mais marcantes está a cobertura sobre a talidomida, medicamento associado a malformações congênitas em bebês.

Evans liderou uma campanha jornalística de anos por compensação às vítimas, episódio que se tornou referência internacional em investigação sobre responsabilidade corporativa e saúde pública.


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