A jornalista Roxana Berenice Guzmán Ramírez, diretora da Pulso Informativo del Sureste, uma página de notícias local no Facebook, está desaparecida desde 2 de junho, quando foi sequestrada dentro de casa.
Pelo menos três homens armados e mascarados forçaram a entrada na residência de Ramirez em em Nanchital, uma cidade no estado de Veracruz, no sul do México.
Imagens de vídeo do ataque — filmadas pela própria jornalista antes de ser sequestrada — circularam rapidamente nas mídias sociais, mostrando os agressores arrombando a porta da frente com uma ferramenta pesada antes de entrar na casa e ameaçando a jornalista e seu irmão com armas de fogo.
🚨 La periodista Roxana Guzmán Ramírez, directora del portal Pulso Informativo del Sureste, fue presuntamente sacada por la fuerza de su domicilio en Nanchital, Veracruz. Es reportada como desaparecida y se desconoce su paradero.#Veracruz https://t.co/7xkj3gEr4H
— LuisCardenasMX (@LuisCardenasMx) June 2, 2026
A página Pulso Informativo del Sureste, seguida por cerca de 20.000 pessoas, reúne notícias sobre assuntos comunitários, reclamações de cidadãos, serviços públicos, política municipal e questões de segurança pública.
Em 2019, a mídia mexicana informou que Guzmán já havia procurado assistência da Comissão Estadual de Veracruz para a Atenção e Proteção de Jornalistas (CEAPP) depois de relatar suposto assédio por um agente municipal em Nanchital.
Em 2017, o marido dela foi assassinado.
De acordo com a organização Repórteres Sem Fronteiras, o Gabinete do Procurador-Geral do Estado de Veracruz confirmou que uma investigação foi aberta e afirmou que promotores, peritos e policiais investigativos foram enviados para localizar o jornalista e identificar os responsáveis.
A operação de busca envolve autoridades estaduais e federais, incluindo o secretariado de segurança pública de Veracruz, a marinha, a guarda nacional e a polícia ministerial.
Segundo a Repórteres Sem Fronteiras, Veracruz é um dos estados mais perigosos do México para jornalistas.
O sequestro de Guzmán ocorre em meio à violência persistente contra a imprensa, particularmente contra repórteres locais que cobrem questões de segurança, política municipal e reclamações de cidadãos.
De acordo com dados da organização, pelo menos 28 jornalistas estão atualmente desaparecidos no México, que ocupa o 122º lugar entre 180 países no Índice Mundial de Liberdade de Imprensa da de 2026.






