Uma âncora da BBC foi “flagrada” mexendo no celular no intervalo entre duas notícias durante um programa ao vivo.
O caso, protagonizado por Maryam Moshiri durante o programa The World Today, foi compartilhado como piada nas redes por não ser a primeira polêmica envolvendo a jornalista e pela notícia que viria a seguir: justamente sobre o tempo desperdiçado pelas pessoas rolando a tela do celular.
Maryam, que é conhecida por ser descontraída em frente às câmeras, compartilhou o flagra nas suas redes sociais.
Em tom de brincadeira, ela afirmou que o celular dela era “mais interessante do que ler as notícias”, acrescentando que é conhecida por usar muito o telefone na vida pessoal.
“Grosseiro mesmo é não aproveitar a pequena pausa entre as notícias para scrollar no telefone. Minha família e amigos dirão que esta é a minha coisa favorita.”
You’re reading BBC News#TheWorldToday @BBCMaryam @scottygb pic.twitter.com/LUmpWXBSHR
— Jack Fielding (@94_JPF) June 3, 2026
Ato foi proposital?
Apesar de não parecer intencional, a ação da âncora aconteceu pouco antes da notícia sobre uma pesquisa da Virgin Media O2, que mostra que 36% do tempo de tela dos britânicos é gasto “sem intenção”.
“Desculpe. Você já se viu scrollando por horas no seu telefone sem um objetivo? Bem, se sim, você não está sozinho”, disse a jornalista no texto lido logo após ela própria ter sua atenção distraída pelo smartphone.
O estudo foi feito com a Universidade de Cambridge e mostra que o tempo diário gasto com o celular sem querer é de uma hora e 26 minutos.
De acordo a projeção do relatório, um britânico passa, em média, 4,7 anos da vida usando o telefone sem um propósito específico. Consequentemente, o grupo que passa mais tempo scrollando tem maior risco de efeitos negativos, como sono ruim e redução nas conexões sociais.
A análise da pesquisa, feita pela professora de Cambridge Eleanor Drage, aponta que não só as mudanças pessoais, mas também alterações sistêmicas são necessárias para resolver este problema
Debate sobre redes sociais no Reino Unido
O assunto conversa diretamente com o debate sobre as consequências das redes sociais, principalmente em relação às crianças, tema em pauta no Reino Unido e em outros países pelo mundo.
O governo britânico fez uma consulta pública para saber o que os seus cidadãos acham sobre a presença de crianças no mundo online. A pesquisa, respondida entre março e maio deste ano, mostrou que 89% dos que responderam apoiariam a exigência de uma idade mínima para acesso às redes.
Mesmo com os resultados, não há até o momento uma ação concreta do governo britânico para banir as redes para crianças. Dias antes da divulgação do resultado da consulta pública, o premiê Keir Starmer afirmou que o estudo seria um “divisor de águas”, assim como qualquer ação tomada pelo governo.
Apresentadora já protagonizou outro incidente
Esta não é a primeira vez que Maryam Moshiri ganha as redes sociais por uma reação que teve ao vivo. Em 2023, a âncora da BBC apareceu fazendo um gesto obsceno, mostrando o dedo do meio, na abertura do jornal do meio-dia.
Na ocasião, a cena não pegou bem. Muitos tentaram associar o gesto às notícias lidas naquele dia, sobre a condução que o ex-primeiro-ministro Boris Johnson fez da pandemia.
A BBC não comentou oficialmente o assunto, mas Maryam foi às redes sociais pedir desculpas. Ela explicou que fazia uma contagem regressiva com a equipe e que decidiu fazer o número um com o dedo do meio. “Quando chegamos ao 1, virei o dedo de brincadeira e não percebi que isso apareceria na câmera”, afirmou.
Foi uma brincadeira interna com a equipe e sinto muito que tenha ido ao ar! Não era minha intenção que isso acontecesse e sinto muito se ofendi ou chateei alguém.
A repórter, que é iraniana, ingressou na BBC em 2003 e, desde então, foi âncora de notícias de diferentes jornais dentro da emissora.
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