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Violência

Jornalista ambiental é morto no México após denunciar danos causados por empresa agrícola

Alex Serna foi encontrado às margens de uma rodovia depois de mais de um mês desaparecido




As autoridades mexicanas confirmaram que o corpo encontrado em um tambor abandonado às margens da rodovia federal entre Zihuatanejo e Acapulco, no estado de Guerrero, é do jornalista ambiental e ativista Manuel Alejandro Moreno Serna, quinto jornalista assassinado no México este ano.

Conhecido como Alex Serna, o comunicador estava desaparecido desde 20 de junho, após denunciar supostas irregularidades ambientais envolvendo uma empresa de processamento de manga na comunidade de La Saladita.

A confirmação da identidade foi feita pela Comissão de Direitos Humanos do Estado de Guerrero (CDHEG).

O México é um dos países mais violentos para profissionais de imprensa, e onde foram registradas mais mortes em 2025 fora de zonas de guerra.

O crime repete o padrão dos demais: jornalistas de veículos pequenos e regionais, ou donos de seus próprios canais de notícias locais, denunciando crimes e corrupção.

Denúncia ambiental envolvia empresa de manga

Alex Serna produzia conteúdo jornalístico e publicava denúncias sobre problemas ambientais, conflitos relacionados ao uso da terra, possíveis casos de corrupção e impactos de empreendimentos privados na costa de Guerrero.

Segundo o site mexicano Sdp, uma de suas investigações mais recentes tratava de supostas irregularidades em uma empresa desidratadora de manga.

As denúncias envolviam contaminação da água e do solo, falta de autorizações ambientais e possível venda irregular de terrenos. O jornalista afirmou anteriormente que vinha recebendo ameaças em razão desse trabalho.

Federação Internacional de Jornalistas cobra investigação

Em comunicado, a Federação Internacional de Jornalistas (FIP/IFJ) condenou o assassinato do comunicador e afirmou que Serna desempenhava um papel importante no jornalismo cidadão ao investigar denúncias da comunidade, documentar problemas socioambientais e produzir análises sobre temas de interesse público.

A entidade também destacou que ele era reconhecido na Costa de Guerrero por sua atuação em defesa de causas ambientais.

“A FIP expressa seu repúdio ao covarde assassinato do comunicador independente e ativista ambiental Alex Serna e exige uma investigação imediata e exaustiva para identificar e punir os responsáveis”, afirmou a federação.

A organização pediu que as autoridades mexicanas conduzam uma investigação rápida, independente e imparcial, considerando a possibilidade de que o crime esteja relacionado à atividade jornalística exercida por Serna.


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